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sexta-feira, 25 de dezembro de 2009

Natal - parte 2

Bem e a noite de 24 lá se passou. Desta vez não fiquei sentadinha ao computador e até tirei as patinhas de casa. Vá, admito que não foi mau de todo. E digo mais, foi porreiro. Por esta altura já deviam estar a pensar que odeio isto tudo e que sou uma frustrada que não recebe é prendas nenhumas e por isso acha por bem dizer mal do Natal. Mas não, eu não odeio o Natal. Mesmo que andasse lá perto, há sempre um lado positivo em tudo e, neste caso, é a bela da comidinha. Posso passar o Natal sem companhia, sem prendas, sem nada de nada, mas comida da boa tem de haver sempre portanto não me posso queixar. Foi uma noite engraçada, conviveu-se, riu-se, viu-se qualquer coisa dos filmecos que estavam a passar na tv, abriu-se prendas, abriu-se a boca cinquenta vezes pelo sono que já estava a dar o ar da sua graça e, enfim, comeu-se, e bem!
Mas vá, não querendo já estar aqui a ser demasiado amiguinha do Natal, lembrei-me de fazer uma pergunta sobre uma coisa engraçada que se falou ao jantar. Digam-me lá, por que raio é que pessoas que estão uns 355 dias sem dizer nada se lembram de mandar sms no Natal? Qual é o objectivo? Será que com a sms querem dizer "Olá, espero que esteja tudo bem contigo e que ainda estejas vivo. Olha, não te disse nada durante o ano inteiro mas, como podes ver, sou teu amigo, lembrei-me de ti e como até tenho aqui o teu número e estou a mandar sms para a lista telefónica toda decidi mandar para ti também. Feliz Natal!" Ohhhh mas que grande amigo hein! Alguém me explique isto que eu não consigo perceber. As pessoas só se lembram das outras no Natal ou simplesmente mandam sms para a lista toda? Eu aposto na segunda hipótese, claro! E depois também tem imensa piada mandar a mesma p'ra toda a gente. Não digo p'ra escreverem uma diferente para cada ser vivo que isso dá uma trabalheira doida e se for tudo preguiçoso como eu ui, está quieto. Mas pá, é um clichê que me faz confusão. Eu cá proponho o seguinte: mandem sms a quem falaram pelo menos uma vez nos últimos, hummm, 4 meses, só naquela de não parecer tão mal. Mandem coisas que vos apeteça dizer em vez de mandarem uma porcaria qualquer que têm guardada para a ocasião. Guardem essas porcarias para as velhotas que têm telemóvel há pouco tempo e que deliram com qualquer sms que recebem, essas senhoras de 40 anos p'ra cima que ficam deslumbradas com aquela sms que diz qualquer coisa do género "Pum! O Pai Natal caiu da chaminé de propósito para te desejar um Feliz Natal". É muito bom ver as caras maravilhadas da mãe, da tia e de todas as senhoras que se encontram dentro dos parâmetros que já referi. Se não vos apetece dizer nada, não digam. Se simplesmente não sabem o que dizer também não custa nada usar o clichê simples que se usa mais mas que não fica tão mal como essas sms ranhosas que se recebem mil vezes "Feliz natal e boas entradas!" Custa assim tanto mandar isto ou coisa parecida? Senão, sejam criativos e digam coisas diferentes do género "Este Natal vai lá dar uma voltinha ao Bilhá Grande que quando voltares pode ser que tenhas prendas. Espero que tenhas um ano do caraças!" Custa muito?
Quanto a mim, prefiro receber, em qualquer altura, algo do género "Hoje lembrei-me de ti. Espero que estejas bem. Um dia destes, cafézinho?" do que receber uma sms no Natal de pessoas que não me dizem nada desde 1900 e troca o passo. E, como sou muito revolucionária, ninguém recebe sms minhas no Natal. Não respondo a ninguém. A amiga tmn até ajuda ao cortar as sms nestes dias. Se eu não respondo com sms grátis é óbvio que não o vou fazer sem saldo, não é?

quarta-feira, 23 de dezembro de 2009

E já que estamos no Natal...

Achei por bem dedicar um post ao tema. Começando por ser muito sincera, o Natal já não me diz nada. Pelo menos não como antigamente. Nada, nadica. Muito bem que quando era pequena não pensava em nada de jeito além de "Ena, Natal, prendaaaaaaaaaas!". Depois cresci, desenvolvi um bocadinho o tico e o teco e a partir daí comecei a dar importância ao Natal e a tê-lo como uma época em que montamos e decoramos a árvorezinha com a mãe, estamos com a família, passamos tempo juntos na casa de um ou de outro familiar (ou na nossa, vá), convivemos, comemos, bebemos, e claro, trocamos prendas. Basicamente, era isso. E era muito bom. Ora mas parece-me a mim que só quando era mais cachopita é que a coisa tinha piada. Agora, foi-se tudo. Árvorezinha? Estar com a famelga? Não faço ideia de há quantos anos é que já não tenho árvore em casa. De quantas noites de dia 24 passei sozinha em frente ao computador. Até as prendas deixaram de ter piada. Já não se espera pela noite de 24. Mal se recebe abre-se e pronto. Tal é o cúmulo que a minha mãe há tempos chega-se ao pé de mim e diz "Olha lá, o teu irmão queria-te dar uma prenda por isso comprei estes ténis. Gostas? Depois quando abrires faz de conta que não sabes!" Tudo bem que isto deve acontecer a muita gente. Mas quando se torna costume já é feio, digo eu. A certa altura acabo por me questionar, afinal o que é o Natal? Não vou estar aqui com lições de moral porque não tenho direito de o fazer mas, alguém pensa no que significa o Natal, no que supostamente se está a festejar? É porque se pensam, muitos portugueses disfarçam bem. É que antes até parecia que davam importância ao estar em família. Agora, não. Por isso é que me dá gosto ver pessoas que ainda o fazem.

Um dia destes deparei-me com os seguintes factos:
- No Natal celebra-se o nascimento de Jesus (que nasceu em Outubro)
- Entre 30 a 35 milhões de pinheiros são cortados e vendidos como Árvores de Natal todos os anos
- Durante as duas semanas de Natal e Ano Novo são enviadas mais de 75 biliões de mensagens de "Boas Festas" (por SMS, e-mail ou postal), o que equivale a cerca de 11 mensagens por ser humano

Não vou dizer que penso no nascimento de Jesus porque é mentira. Não sou nada religiosa. Não vou dizer para toda a gente mudar o que anda a fazer, cada um sabe de si. Mas eu, na minha humilde opinião, vejo o Natal como uma época de consumismo e não acho bem que as compras sejam a prioridade das pessoas. Uma época em que se exagera ainda mais na compra de porcarias para os miúdos. Em que se compram os chocolates e perfumes para a mamã, as meias e os pijamas para o papá. Uma época em que gastar não faz mal. Porque o português até pode estar em crise mas a média de compra da capital não deixa de estar acima da média de compra das outras capitais da Europa (veja-se o lado positivo, há qualquer coisa em que não estamos abaixo da média!). Até pode estar em crise mas, afinal, o Natal é uma época em que se deve apertar o cinto e comprar tudo mesmo que depois não haja dinheiro para comer no mês seguinte.
Dar prendas e miminhos tudo bem. Mas fazer do Natal só isso, é triste. Não vou ser cínica e dizer que não gosto de receber prendas e que se devia abolir tal coisa. É normal gostar de receber, penso eu. Eu gosto mas, sinceramente, sou muito pouco materialista. Prefiro oferecer, fazer uma surpresa a alguém e receber um sorriso gigante. Sabe tão bem. E, o que dá mesmo gosto, é usar o Natal para estar em família. Aproveitar para dizer que se gosta de alguém. Abraçar alguém no meio do frio de Dezembro. Receber o tal sorriso. Quem der mais valor a isto e tiver a oportunidade de estar em família, os meus parabéns!