
Já ouço esta do ano novo vida nova desde sempre. Até que ponto é verdade, não sei. Mais uma mudança de ano e desta feita de década também. De resto, que eu saiba, não houve ainda mudança nenhuma a destacar. Ainda. O ano mudou e eu quero respostas a perguntas. Este ano vai ser o ano em que as encontro, em que não fico parada e ajo, em que escolho, antes que cada ano se torne oficialmente num adiamento de tudo. Começar um ano ao pé do mar, a olhar para ele, é óptimo para acalmar e aclarar ideias. Só não sei até que ponto é bom começar o ano tão introspectiva. Talvez devesse ter optado por ingerir demasiado álcool, tal como quase todos os jovens portugueses da minha idade incluindo os vizinhos do lado que não se calaram com o karaoke durante 3 dias, para acabar na cama sem me lembrar sequer do que jantei. Gostava de saber se o mar me teria dado respostas caso tivesse lá ficado mais tempo mas agora nada a fazer, já estou de volta à vida real. Pensar às vezes dói. Ninguém me tente convencer que o Pessoa não era o maior em tudo o que dizia.
Não peguei no papel para escrever resoluções. Pensei um bocado e cheguei à conclusão que, resumidamente, este ano vou continuar a sonhar, tanto ou mais que nos anos anteriores, vou lutar mais para concretizar mais. Vou expressar-me melhor e ligar de volta a quem me liga. Vou ler mais, correr mais, ver mais filmes e tentar comer menos. Vou estar ainda mais na paz e deixar pseudo vícios. Vou passear mais e fazer uma viagem qualquer p'ra fora, Ayamonte não conta. Este ano espero ter mais inspiração para escrever e aguentar o blog pelo menos um mês. Basicamente, tudo mais. Mais é bom, não sempre mas é bom.
Em cima fica a única foto que tenho da semana, por agora. E que bem me fez essa vista.
Um grande ano para todos!