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quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010

Vivo à margem..
Nada me satisfaz, tudo me sufoca.
A realidade é toda ela dor,
e apenas a dor é eterna.
O resto?
Tudo o resto é efémero.

quarta-feira, 24 de fevereiro de 2010

Blog do refilanço

Este post ia ter o nome de "Dia do refilanço" mas reparei que quase todos têm essa base. Na verdade, é para isso que uso o blog. Já que não refilo em voz alta ao menos fica registado em algum lado.
Estes dias ficaram marcados por ter chegado a mais umas quantas conclusões, sem importância está claro.
- Primeiro cheguei à conclusão que era impossível dar apenas uma resposta caso me perguntassem a razão de eu querer sair do país. São tantas que nunca mais acabava, sou capaz de me lembrar de uma por segundo. E ainda há aquelas que nunca serei capaz de dizer. O que é engraçado nisto é que só tenho um motivo para não sair - não gosto de deixar coisas a meio. Por que é que só um tem de ser mais forte do que os outros todos? Daqui a um ano já não há motivo para ninguém, e depois? Provavelmente vou chegar à conclusão que afinal eram outros motivos: o medo e o feitio.
- Por que é que eu ainda falo de mim? Qual é o objectivo de partilhar coisas importantes para nós quando vamos ouvir um "isso é uma merda"? Aqui reside um dos factos de eu ser cada vez mais calada. Estou tão bem com os meus monólogos que vale mais mandar os diálogos à fava.
- Odeio (aqui está mais uma) cada vez mais que me queiram obrigar a falar. Quando não estou a falar é porque não quero, é assim tão difícil de perceber? Ainda para mais quando estou 50 min (quando não são duas horas) fechada no carro com um instrutor que é uma autêntica gralha e me quer obrigar a falar e a rir. "Tu és muito calada não és?" Eu devia era responder à boa moda irónica (que eu tanto gosto) e dizer "Não Sr. Figueiredo, não vê que eu sou muito faladora e adoro falar consigo?" Eu tenho problemas de concentração e sou nervosa q.b para me enervar com o facto de ter mil carros à minha volta portanto é normal que queira estar concentrada. Já para não falar que eu não vou desabafar sobre a minha vida com o senhor, ou seja, é demasiado trabalhoso, para mim que sou tão "calona", ter de esticar os assuntos "futebol" e "meteorologia" durante tanto tempo. Quanto muito falamos da vida dele, aí tudo bem. Ah já foi a Praga e a Viena, que giro que giro, conte lá a viagem toda então e deixe-me ir quieta e calada no meu canto. É claro que eu apago a meio e vou só dizendo que sim a tudo.
Depois há aquelas situações em que estou visivelmente amuada e aí nota-se que é por isso que não estou a falar. Se estou amuada deixem-me estar ou então parem de me fazer amuar.
- Receio ter dentro de mim mais de mal do que de bem. Mais uma vez, história de autocarro. Começa a parecer que metade dos meus posts são relativos às minhas viagens diárias. Está bem que são praticamente 2h por dia de viagens mas não, a minha vida não é no autocarro. Também que interesse é que teria estar aqui a falar das minhas imensas vitórias nos matraquilhos da faculdade? Sim eu jogo muito bem, sou a maior, bla bla bla (isto não é ser convencida, é ser irónica). Pronto, basicamente o que se passou foi o seguinte: um casal ia distraído com uma máquina fotográfica e por isso só deram conta que tinham de sair em cima da hora. A porta até esteve muito tempo aberta porque aquilo estava cheio que fazia impressão mas ainda assim já foram tarde. O que se passou foi que o senhor saiu e a senhora não. E eu passei o resto do caminho com vontade de rir. Eu sei, sou mesmo má pessoa. Dá-me para rir com coisas que não têm piada nenhuma (ou até têm mas devo ser das poucas que a vêem). Às vezes é capaz de ser nervosismo mas agora não podia usar essa desculpa. Também não hei-de ser assim tão má vá, isso já me aconteceu uma vez no metro e eu fiquei a rir de mim própria!

domingo, 31 de janeiro de 2010

Ai as viagens, as viagens...

Quantas pessoas é que não gostavam que o seu amigo blog mostrasse as suas várias viagens à volta do mundo? Eu gostava imenso. Uma pessoa passa aqui umas quantas horas a olhar para isto. Sem nada para fazer, começo a visitar outros blogs. Às tantas dou de caras com blogs sobre viagens. É óbvio que fico aqui a babar durante um bocado. Ah, olha este já foi à Índia. E à China. E ao Peru. Olha e fez um interail também. Em conversa com uma amiga sobre o tal blog é inevitável que nos saia qualquer coisa como "Epa, há lá gente de sorte hein? Quem me dera! Só nós é que não temos sorte nenhuma, não ganhamos viagens e muito menos temos dinheiro para as fazer. Viste bem as fotos? Brutal !" e bla bla bla. A certa altura da conversa até dizemos como invejamos a pessoa, deve ser normal. Invejo um bocadinho sim. Mas não lhe rogo pragas nem nada, ainda bem que alguém que gosta de viajar tem a oportunidade de o fazer e de partilhar informação com os outros. É porreiro ver fotografias e ler descrições mas elas não me aquecem nem me arrefecem. Dão-me é muita vontade, ui se dão, de lá ir também. Só isso. É engraçado ver "olha aquilo é França" mas não estamos lá, what's the point? Quem tirou a fotografia tem uma história para contar. Eu não. Quanto muito, "olha vi fotos do sítio e pareceu-me muito porreiro, arejado e tal. Tem muitos pombos." Já a pessoa que lá esteve teria provavelmente um mundo para contar. Podia nem dizer nada mas sentiu e isso ninguém lhe pode tirar. Ninguém pode sentir o que quer que seja sem ir lá. Nenhuma imagem e/ou descrição consegue substituir o ir lá realmente. Muito menos dá para sentir aquilo que os outros sentiram, nem sequer viajando para o mesmo sítio. Não é de todo possível, perante a mesmíssima coisa, sentir da mesma forma que outras pessoas sentiram.* Por isso é que não consigo perceber as pessoas que se contentam com o "viajar" sem sair de casa. Há tempos li qualquer coisa sobre isto. Alguém afirmava que, um dia destes, o acto de viajar se extingue porque já é tudo acessível através dum simples clique no google earth, entre outros, tudo cheio de pormenores. Esta semana até me deparei com um site todo xpto que consistia numa visita virtual ao Mosteiro dos Jerónimos. Fiquei com a ideia de que havia mais visitas virtuais a outros monumentos portugueses. Pronto, tudo bem. Não digo que seja uma má iniciativa. Nem toda a gente, pelas mais variadas razões, tem oportunidade de se deslocar para ver isto ou aquilo. Só não percebo as pessoas que, podendo ir, preferem ficar sentadas à secretária. Podem dizer-me o que quiserem, nunca me vão convencer que é a mesma coisa. Sou a pessoa mais preguiçosa do mundo e passo horas aqui sentada mas, tendo a oportunidade de ir a um lugar qualquer, alguma vez eu ficava aqui a ver no google earth? Nunca, nunquinha! A simples viagem que faço quase todos os dias para Lisboa é especial e faz-me bem. Todos os dias tenho a certeza que vou reparar numa coisa nova, vou ouvir uma coisa que nunca ouvi e vou ver pessoas que nunca vi. Nas imagens é sempre tudo igual. Em casa não se passa nada. Qual é a piadinha? Até posso ir a todo o lado e aperceber-me que não gostei, que tenho saudades de casa e que nunca mais quero sair de cá (parece-me completamente impossível). Mas até tentar nunca vou saber. Isso é que me iria custar horrores, nunca ter tentado. Quem não gosta de viajar tudo bem (também não percebo mas pronto somos todos diferentes e ainda bem que assim é). De resto, tirando motivos de força maior, não vejo desculpa. Eu quero mesmo ter uma história para contar. Não quero, daqui a muitos anos, só ser capaz de falar dos blogs que visitei nos tempos em que era uma jovem sonhadora.
Aproveito para deixar uma das minhas citações preferidas do meu querido Fernando Pessoa. É bonito como ele diz tudo em tão poucas palavras.

"Para viajar basta existir. Vou de dia para dia, como de estação para estação, no comboio do meu corpo, ou do meu destino, debruçado entre as ruas e as praças, sobre gestos, os rostos sempre iguais e sempre diferentes, como afinal, as paisagens são. A vida é o que fazemos dela. As viagens são os viajantes. O que vemos, não é o que vemos, senão o que somos."*

quarta-feira, 27 de janeiro de 2010

Mais um dia...

Ah, viagens de autocarro. De certeza que já aqui falei nelas. Além de algumas engraçadas e outras mázinhas (felizmente raras) porque o dia foi terrível, porque estamos com uma dor de cabeça daqui até à lua, porque a vizinha de assento está em cima de nós com mil sacos, na sua maioria estas viagens até são bastante comuns. Em quase todas viajo sozinha, e gosto. Claro que há dias (também raros) em que apetece mesmo trocar um dedo de conversa com um conhecido qualquer ou com um amigo que raramente vejo. Nesses dias não aparece ninguém. Pelo contrário, nos dias em que queremos mesmo mesmo estar sozinhos (não estou a contar com a companhia que muitas vezes tenho via sms), aparece um conhecido que faz questão de nos chatear, quando só me apetecia ouvir música lá aparece alguém para falar da morte da bezerra. Ou então, e acreditem que não é melhor, aparece aquele rapazito que gosta de nós há imenso tempo e que decide ir a viagem toda sentado à nossa frente a sorrir, com um olhar tão meloso que faz impressão. Esse rapazinho muda-se posteriormente para o banco atrás de mim e mexe-me no cabelo carinhosamente. Passados uns dois minutinhos eu saio. Não de propósito claro (cof cof), era a minha paragem.
Enfim, então e a quantidade de coisas que é possível fazer durante uma viagem destas de meia horinha, han? Ele é pessoas a ler, escrever, estudar, comer, falar (ou gritar) o caminho todo ao telemóvel/com o motorista/com o companheiro do lado/com todos os presentes, dormir (às vezes a ressonar), enrolar cigarros (ou ganzas), roer as unhas, cortar as unhas (ainda estou para perceber as pessoas que não cortam as unhas no wc, ou seja, em casa!), tentar convencer os outros a aderir a uma certa religião (normalmente a jeová), fazer ginástica (não me lembro de termos técnicos agora) nos varões ou que raio é aquilo que todos (acho eu) os autocarros têm, beijar o namorado/a como se estivesse em casa, descascar fruta, tirar cera dos ouvidos com chaves ou com a unha gigante do dedo mindinho, etc etc. É uma lista interminável. Eu além de ouvir música e mandar sms, pouco faço. Continuo a convencer-me a mim mesma que ler ali me faz doer a cabeça. Para não me sentir sempre mal com isso, hoje passei os olhinhos pelo livro de código. Mas pronto, normalmente vou distraída com os meus pensamentos. Basicamente, vou a falar comigo mesma. Não é alto, não sou assim tão atrofiada da mioleira. O autocarro deve ter algum efeito terapêutico ou assim. Hoje, que me lembre, debati comigo mesma que não posso nem devo esperar por sinais divinos por parte do mundo. Há coisas que não vale a pena procurar e tentar perceber, só são quando têm de ser. Somos todos diferentes, há que lidar com isso. A segunda conclusão a que cheguei foi que vou sempre acreditar no melhor das pessoas. Tudo bem que há muita gente que se calhar não vale a pena mas, de qualquer maneira, continuarei a fazer o que faço quando saio à rua, com todo o gosto. Continuarei a andar com o meu ar feliz e despreocupado. Continuarei a sorrir com coisas simples. É bom ser assim!

Hoje também cheguei à conclusão, uma vez mais, que aquilo a que chamam aulas de código não me servem de muito (graças à senhora que as dá). Infelizmente, não tenho coragem de pedir à senhora para assinar as aulas todas e estudar só em casa. Enfim, há que ver o lado positivo, já estão a acabar e sempre tenho uma desculpa válida para sair de casa caso a mãe esteja em dia de refilar.

sexta-feira, 8 de janeiro de 2010

E porque o blog não é só texto que cansa a vista aos poucos que por aqui passam...

Fica uma foto, do google. Não há dinheiro para máquinas fotográficas lá tem de ser assim.

Porque gosto e porque sinto saudades daquela primeira tarde. Muitas.

domingo, 3 de janeiro de 2010

Ano novo, vida nova


Já ouço esta do ano novo vida nova desde sempre. Até que ponto é verdade, não sei. Mais uma mudança de ano e desta feita de década também. De resto, que eu saiba, não houve ainda mudança nenhuma a destacar. Ainda. O ano mudou e eu quero respostas a perguntas. Este ano vai ser o ano em que as encontro, em que não fico parada e ajo, em que escolho, antes que cada ano se torne oficialmente num adiamento de tudo. Começar um ano ao pé do mar, a olhar para ele, é óptimo para acalmar e aclarar ideias. Só não sei até que ponto é bom começar o ano tão introspectiva. Talvez devesse ter optado por ingerir demasiado álcool, tal como quase todos os jovens portugueses da minha idade incluindo os vizinhos do lado que não se calaram com o karaoke durante 3 dias, para acabar na cama sem me lembrar sequer do que jantei. Gostava de saber se o mar me teria dado respostas caso tivesse lá ficado mais tempo mas agora nada a fazer, já estou de volta à vida real. Pensar às vezes dói. Ninguém me tente convencer que o Pessoa não era o maior em tudo o que dizia.
Não peguei no papel para escrever resoluções. Pensei um bocado e cheguei à conclusão que, resumidamente, este ano vou continuar a sonhar, tanto ou mais que nos anos anteriores, vou lutar mais para concretizar mais. Vou expressar-me melhor e ligar de volta a quem me liga. Vou ler mais, correr mais, ver mais filmes e tentar comer menos. Vou estar ainda mais na paz e deixar pseudo vícios. Vou passear mais e fazer uma viagem qualquer p'ra fora, Ayamonte não conta. Este ano espero ter mais inspiração para escrever e aguentar o blog pelo menos um mês. Basicamente, tudo mais. Mais é bom, não sempre mas é bom.
Em cima fica a única foto que tenho da semana, por agora. E que bem me fez essa vista.
Um grande ano para todos!

domingo, 27 de dezembro de 2009

E como se aproxima um ano novo...

Estava aqui a pensar, quando é que vou ter coragem de fazer a listinha para 2010? Nunca fiz uma lista de resoluções de ano novo. Nunca me dei ao trabalho porque por muito que até pensasse que tinha de fazer isto ou aquilo, acabava por não fazer. Há já algum tempo que venho pensando que está na altura de fazer uma e levá-la a sério. Hoje vou de férias, que arejar não faz mal a ninguém, e não me vejo com grande vontade de pegar em caneta e papel para tal coisa. Há-de ser medo, há-de ser sei lá o quê. Medo de ter objectivos que depois acabo por nunca concretizar. Entretanto, lá vou inventando desculpas esfarrapadas para mim mesma, "Ai que não tenho tempo agora", "Ai que estou tão cansada e não me vou lembrar de nada", "Ai que depois nem vou olhar pra isso". E a grande resolução de ano novo, que serve para tudo, acabei de a deixar aqui bem clara. Já chega de expressões tão características da minha pessoa, "Um dia tenho de...", "Logo se vê...". Já chega de desculpas.