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quarta-feira, 24 de fevereiro de 2010


Lady Gaga vai lançar uma linha de roupa.
A minha pergunta é: linha de roupa ou de árvores de Natal?
Estou confusa.

Blog do refilanço

Este post ia ter o nome de "Dia do refilanço" mas reparei que quase todos têm essa base. Na verdade, é para isso que uso o blog. Já que não refilo em voz alta ao menos fica registado em algum lado.
Estes dias ficaram marcados por ter chegado a mais umas quantas conclusões, sem importância está claro.
- Primeiro cheguei à conclusão que era impossível dar apenas uma resposta caso me perguntassem a razão de eu querer sair do país. São tantas que nunca mais acabava, sou capaz de me lembrar de uma por segundo. E ainda há aquelas que nunca serei capaz de dizer. O que é engraçado nisto é que só tenho um motivo para não sair - não gosto de deixar coisas a meio. Por que é que só um tem de ser mais forte do que os outros todos? Daqui a um ano já não há motivo para ninguém, e depois? Provavelmente vou chegar à conclusão que afinal eram outros motivos: o medo e o feitio.
- Por que é que eu ainda falo de mim? Qual é o objectivo de partilhar coisas importantes para nós quando vamos ouvir um "isso é uma merda"? Aqui reside um dos factos de eu ser cada vez mais calada. Estou tão bem com os meus monólogos que vale mais mandar os diálogos à fava.
- Odeio (aqui está mais uma) cada vez mais que me queiram obrigar a falar. Quando não estou a falar é porque não quero, é assim tão difícil de perceber? Ainda para mais quando estou 50 min (quando não são duas horas) fechada no carro com um instrutor que é uma autêntica gralha e me quer obrigar a falar e a rir. "Tu és muito calada não és?" Eu devia era responder à boa moda irónica (que eu tanto gosto) e dizer "Não Sr. Figueiredo, não vê que eu sou muito faladora e adoro falar consigo?" Eu tenho problemas de concentração e sou nervosa q.b para me enervar com o facto de ter mil carros à minha volta portanto é normal que queira estar concentrada. Já para não falar que eu não vou desabafar sobre a minha vida com o senhor, ou seja, é demasiado trabalhoso, para mim que sou tão "calona", ter de esticar os assuntos "futebol" e "meteorologia" durante tanto tempo. Quanto muito falamos da vida dele, aí tudo bem. Ah já foi a Praga e a Viena, que giro que giro, conte lá a viagem toda então e deixe-me ir quieta e calada no meu canto. É claro que eu apago a meio e vou só dizendo que sim a tudo.
Depois há aquelas situações em que estou visivelmente amuada e aí nota-se que é por isso que não estou a falar. Se estou amuada deixem-me estar ou então parem de me fazer amuar.
- Receio ter dentro de mim mais de mal do que de bem. Mais uma vez, história de autocarro. Começa a parecer que metade dos meus posts são relativos às minhas viagens diárias. Está bem que são praticamente 2h por dia de viagens mas não, a minha vida não é no autocarro. Também que interesse é que teria estar aqui a falar das minhas imensas vitórias nos matraquilhos da faculdade? Sim eu jogo muito bem, sou a maior, bla bla bla (isto não é ser convencida, é ser irónica). Pronto, basicamente o que se passou foi o seguinte: um casal ia distraído com uma máquina fotográfica e por isso só deram conta que tinham de sair em cima da hora. A porta até esteve muito tempo aberta porque aquilo estava cheio que fazia impressão mas ainda assim já foram tarde. O que se passou foi que o senhor saiu e a senhora não. E eu passei o resto do caminho com vontade de rir. Eu sei, sou mesmo má pessoa. Dá-me para rir com coisas que não têm piada nenhuma (ou até têm mas devo ser das poucas que a vêem). Às vezes é capaz de ser nervosismo mas agora não podia usar essa desculpa. Também não hei-de ser assim tão má vá, isso já me aconteceu uma vez no metro e eu fiquei a rir de mim própria!

sábado, 20 de fevereiro de 2010

Isto dava uma rubrica

Na verdade, dava um blog inteiro mas não vou por aí. Passados uns dois meses de blog acho que nunca cheguei a especificar que tipo de blog era este. Não é de nenhum tipo em especial. É um blog sobre mim, sobre as minhas opiniões e divagações, sobre o meu dia-a-dia que não é nada de grandioso mas que é meu e por isso gosto de escrever sobre ele.
Eu podia aqui iniciar uma rubrica com o belo título de "As coisas que eu odeio". Como mulher que sou, e ainda por cima com este meu feitio tão peculiar, dava pano para mangas. É importante referir que não odeio tudo e mais alguma coisa, digo por ser uma forma de expressão comum e pela "gireza" da palavra "odiar" (uma gireza doida diga-se de passagem). Só não faço disto uma rubrica pontual porque sou distraída, ia-me esquecer e não gosto de obrigações. Portanto cá vai provavelmente a primeira de muitas. A segunda, algum dia chegará.
Nota: Isto não está por ordem de grau de ódio. Claro que há coisas que dão mais comichãozinha que outras mas as condicionantes são várias (tempo, disposição...). Está apenas pela ordem pela qual me fui lembrando.
1º - Podia começar por dizer que odeio pessoas visto que até tenho feito questão de o frisar nos últimos tempos. Apesar disto, eu que até sou uma pessoa muito ponderada, cheguei à conclusão que por muitas fases que tenha nunca chegarei à fase definitiva de odiar pessoas porque, no fundo, não vivo sem elas.
2º - Pombos. Um bicho que usa as nossas cabeças como WC e que ameaça ir contra nós a alta velocidade, de certeza que não é muito adorado pelos habitantes/frequentadores de Lisboa. Eu dou por mim a caminhar no Areeiro - completamente distraída porque vou a ouvir música - e parece tanto que eles se vão esborrachar contra a minha cara que dou por mim quase a cair, ali, no meio da rua. Só falta começar aos gritinhos. Com a sorte que tenho, um dia caio mesmo e há-de ser no meio de caca de pombo.
3º - As pessoas que me dizem "Eu como tudo e mais alguma coisa e não consigo engordar" ou "Eu andei um mês a comer big mac's e baguetes e finalmente consegui engordar meio quilo". Ora esta então dá mesmo vontade de...nem sei.
4º - Ir no autocarro cheia de fome e alguém ao nosso lado começar a comer uma coisa qualquer que geralmente me apetece. Esta é óbvia para quem me conhece. Já se deve ter reparado que gosto bastante de comer...pronto, sinceramente, sou uma alarve de primeira e como de tudo a toda a hora. Portanto, não é de estranhar que me apeteça o que quer que seja que o vizinho do lado está a comer. Claro que graças a este hábito, que mantenho há 19 anos, ainda não consegui chegar ao 60 kg e provavelmente nunca chegarei mas ao menos já estou mentalizada que não sou como as minhas queridas amigas que têm um metabolismo que era perfeito para mim e não para pessoas que não gostam de comer e que nem apreciar comida sabem!
5º - Quando começa a chover precisamente no momento em que temos de sair de algum lado, seja carro, autocarro, edifício. Parece que a chuvinha estava mesmo à nossa espera han....grrrr!
6º - Quando corremos que nem doidas para apanhar o autocarro e ele parte sem nós. Se não corrermos também irrita mas esta é especial porque houve de facto muito esforço da nossa parte. Digo muito porque, pelo menos no meu caso, cinco segundos de corrida e já estou cansadíssima.
7º - Falta de espaço. É normal numa discoteca, num concerto. Aí tolero, por muito que me aborreça o facto de querer dançar e não conseguir porque toda a gente se lembra de passar ao pé de mim. Agora, quando há todo o espaço do mundo e vêm colar-se à minha pessoa, aí já me faz comichão. O ar é de todos mas há limites. Eu até gosto de contacto físico mas não da parte de pessoas que não conheço.
8º - Começo a odiar o meu instrutor. E isto porquê? Nas primeiras aulas ele punha-me a mão na pernoca uma vez ou outra, muito raramente. Agora é quase a aula toda e eu não gosto! Então, se ele tem tanto espaço no seu cantinho, por que raio é que tem de invadir o meu? A perna é minha! O contacto físico faz-me mesmo impressão quando é indesejado. Ele mete lá a patinha quando eu vou fazer alguma pergunta, deduzo que seja para mostrar que está com atenção ao que eu digo, e quando quer enfatizar uma explicação (ou seja, agora enfatiza tudo e mais alguma coisa). Eu como sou parva ainda não tive coragem de dizer nada e não quero pensar que seja por mal porque se o senhor se lembra de pôr a mão noutro sítio qualquer arrisca-se a que eu vá contra um poste (e só bato do lado direito, claro)!

segunda-feira, 15 de fevereiro de 2010

Os nomes até são importantes

Local: Escola de condução
Cenário: Rapaz giro não tira os olhos da eu
Uns minutos mais tarde entrámos na sala e lá nos dirigimos à mesa para assinar a aula. Como estava mesmo atrás do moçoilo era inevitável espreitar o nome dele quando fosse eu a assinar. Mesmo que não fosse de tão fácil acesso, a minha curiosidade não me permitiria não olhar. Tal é o meu espanto quando vejo que o rapaz se chama Amílcar Paulino. Repito, Amílcar Paulino.
Resultado: Isto é capaz de ser discriminação mas não consegui voltar a olhar para ele da mesma maneira, é como se tivesse um botão dentro de mim que se liga automaticamente nestas situações. Amílcar Paulino?! Afinal o nome até importa mas ele não deixou de ser giro, só deixou de ter tanto "brilho". Pode ser que isto entretanto passe e eu volte a deitar-lhe um olhinho.

domingo, 7 de fevereiro de 2010

The End

Não, não vou falar do álbum dos Black Eyes Peas nem da música dos The Doors. Era mesmo só para dizer que acaba hoje o meu longo período de férias. Até é bom, já me sinto mal em dizer que estou de férias desde o Natal enquanto anda tudo em exames infinitamente. Admito que gostava de estar mais uns tempinhos em casa sem fazer nenhum mas isto só contribui para aumentar o meu sedentarismo e sensação de inutilidade. Portanto, está na hora de começar mais um semestre e voltar à rotina. Bye bye férias, até daqui a quatro meses.

domingo, 31 de janeiro de 2010

Ai as viagens, as viagens...

Quantas pessoas é que não gostavam que o seu amigo blog mostrasse as suas várias viagens à volta do mundo? Eu gostava imenso. Uma pessoa passa aqui umas quantas horas a olhar para isto. Sem nada para fazer, começo a visitar outros blogs. Às tantas dou de caras com blogs sobre viagens. É óbvio que fico aqui a babar durante um bocado. Ah, olha este já foi à Índia. E à China. E ao Peru. Olha e fez um interail também. Em conversa com uma amiga sobre o tal blog é inevitável que nos saia qualquer coisa como "Epa, há lá gente de sorte hein? Quem me dera! Só nós é que não temos sorte nenhuma, não ganhamos viagens e muito menos temos dinheiro para as fazer. Viste bem as fotos? Brutal !" e bla bla bla. A certa altura da conversa até dizemos como invejamos a pessoa, deve ser normal. Invejo um bocadinho sim. Mas não lhe rogo pragas nem nada, ainda bem que alguém que gosta de viajar tem a oportunidade de o fazer e de partilhar informação com os outros. É porreiro ver fotografias e ler descrições mas elas não me aquecem nem me arrefecem. Dão-me é muita vontade, ui se dão, de lá ir também. Só isso. É engraçado ver "olha aquilo é França" mas não estamos lá, what's the point? Quem tirou a fotografia tem uma história para contar. Eu não. Quanto muito, "olha vi fotos do sítio e pareceu-me muito porreiro, arejado e tal. Tem muitos pombos." Já a pessoa que lá esteve teria provavelmente um mundo para contar. Podia nem dizer nada mas sentiu e isso ninguém lhe pode tirar. Ninguém pode sentir o que quer que seja sem ir lá. Nenhuma imagem e/ou descrição consegue substituir o ir lá realmente. Muito menos dá para sentir aquilo que os outros sentiram, nem sequer viajando para o mesmo sítio. Não é de todo possível, perante a mesmíssima coisa, sentir da mesma forma que outras pessoas sentiram.* Por isso é que não consigo perceber as pessoas que se contentam com o "viajar" sem sair de casa. Há tempos li qualquer coisa sobre isto. Alguém afirmava que, um dia destes, o acto de viajar se extingue porque já é tudo acessível através dum simples clique no google earth, entre outros, tudo cheio de pormenores. Esta semana até me deparei com um site todo xpto que consistia numa visita virtual ao Mosteiro dos Jerónimos. Fiquei com a ideia de que havia mais visitas virtuais a outros monumentos portugueses. Pronto, tudo bem. Não digo que seja uma má iniciativa. Nem toda a gente, pelas mais variadas razões, tem oportunidade de se deslocar para ver isto ou aquilo. Só não percebo as pessoas que, podendo ir, preferem ficar sentadas à secretária. Podem dizer-me o que quiserem, nunca me vão convencer que é a mesma coisa. Sou a pessoa mais preguiçosa do mundo e passo horas aqui sentada mas, tendo a oportunidade de ir a um lugar qualquer, alguma vez eu ficava aqui a ver no google earth? Nunca, nunquinha! A simples viagem que faço quase todos os dias para Lisboa é especial e faz-me bem. Todos os dias tenho a certeza que vou reparar numa coisa nova, vou ouvir uma coisa que nunca ouvi e vou ver pessoas que nunca vi. Nas imagens é sempre tudo igual. Em casa não se passa nada. Qual é a piadinha? Até posso ir a todo o lado e aperceber-me que não gostei, que tenho saudades de casa e que nunca mais quero sair de cá (parece-me completamente impossível). Mas até tentar nunca vou saber. Isso é que me iria custar horrores, nunca ter tentado. Quem não gosta de viajar tudo bem (também não percebo mas pronto somos todos diferentes e ainda bem que assim é). De resto, tirando motivos de força maior, não vejo desculpa. Eu quero mesmo ter uma história para contar. Não quero, daqui a muitos anos, só ser capaz de falar dos blogs que visitei nos tempos em que era uma jovem sonhadora.
Aproveito para deixar uma das minhas citações preferidas do meu querido Fernando Pessoa. É bonito como ele diz tudo em tão poucas palavras.

"Para viajar basta existir. Vou de dia para dia, como de estação para estação, no comboio do meu corpo, ou do meu destino, debruçado entre as ruas e as praças, sobre gestos, os rostos sempre iguais e sempre diferentes, como afinal, as paisagens são. A vida é o que fazemos dela. As viagens são os viajantes. O que vemos, não é o que vemos, senão o que somos."*

quarta-feira, 27 de janeiro de 2010

Mais um dia...

Ah, viagens de autocarro. De certeza que já aqui falei nelas. Além de algumas engraçadas e outras mázinhas (felizmente raras) porque o dia foi terrível, porque estamos com uma dor de cabeça daqui até à lua, porque a vizinha de assento está em cima de nós com mil sacos, na sua maioria estas viagens até são bastante comuns. Em quase todas viajo sozinha, e gosto. Claro que há dias (também raros) em que apetece mesmo trocar um dedo de conversa com um conhecido qualquer ou com um amigo que raramente vejo. Nesses dias não aparece ninguém. Pelo contrário, nos dias em que queremos mesmo mesmo estar sozinhos (não estou a contar com a companhia que muitas vezes tenho via sms), aparece um conhecido que faz questão de nos chatear, quando só me apetecia ouvir música lá aparece alguém para falar da morte da bezerra. Ou então, e acreditem que não é melhor, aparece aquele rapazito que gosta de nós há imenso tempo e que decide ir a viagem toda sentado à nossa frente a sorrir, com um olhar tão meloso que faz impressão. Esse rapazinho muda-se posteriormente para o banco atrás de mim e mexe-me no cabelo carinhosamente. Passados uns dois minutinhos eu saio. Não de propósito claro (cof cof), era a minha paragem.
Enfim, então e a quantidade de coisas que é possível fazer durante uma viagem destas de meia horinha, han? Ele é pessoas a ler, escrever, estudar, comer, falar (ou gritar) o caminho todo ao telemóvel/com o motorista/com o companheiro do lado/com todos os presentes, dormir (às vezes a ressonar), enrolar cigarros (ou ganzas), roer as unhas, cortar as unhas (ainda estou para perceber as pessoas que não cortam as unhas no wc, ou seja, em casa!), tentar convencer os outros a aderir a uma certa religião (normalmente a jeová), fazer ginástica (não me lembro de termos técnicos agora) nos varões ou que raio é aquilo que todos (acho eu) os autocarros têm, beijar o namorado/a como se estivesse em casa, descascar fruta, tirar cera dos ouvidos com chaves ou com a unha gigante do dedo mindinho, etc etc. É uma lista interminável. Eu além de ouvir música e mandar sms, pouco faço. Continuo a convencer-me a mim mesma que ler ali me faz doer a cabeça. Para não me sentir sempre mal com isso, hoje passei os olhinhos pelo livro de código. Mas pronto, normalmente vou distraída com os meus pensamentos. Basicamente, vou a falar comigo mesma. Não é alto, não sou assim tão atrofiada da mioleira. O autocarro deve ter algum efeito terapêutico ou assim. Hoje, que me lembre, debati comigo mesma que não posso nem devo esperar por sinais divinos por parte do mundo. Há coisas que não vale a pena procurar e tentar perceber, só são quando têm de ser. Somos todos diferentes, há que lidar com isso. A segunda conclusão a que cheguei foi que vou sempre acreditar no melhor das pessoas. Tudo bem que há muita gente que se calhar não vale a pena mas, de qualquer maneira, continuarei a fazer o que faço quando saio à rua, com todo o gosto. Continuarei a andar com o meu ar feliz e despreocupado. Continuarei a sorrir com coisas simples. É bom ser assim!

Hoje também cheguei à conclusão, uma vez mais, que aquilo a que chamam aulas de código não me servem de muito (graças à senhora que as dá). Infelizmente, não tenho coragem de pedir à senhora para assinar as aulas todas e estudar só em casa. Enfim, há que ver o lado positivo, já estão a acabar e sempre tenho uma desculpa válida para sair de casa caso a mãe esteja em dia de refilar.

sábado, 16 de janeiro de 2010

O Raul Solnado deixou bons genes


Olhando para a televisão portuguesa, sejamos sinceros, não há muito que valha a pena ver. Pegando na tvi, que raio é que as novelas trazem de novo? Os actores são quase sempre os mesmos de novela para novela mudando apenas os nomes (às vezes as personagens são tão idênticas às anteriores que mete nojo, até podem ser muito bons a representar aquilo mas então e que tal um desafiozinho, han? Ver se conseguem fazer mais qualquer coisinha, não?) e a história, essa pouco varia. Utilizando a expressão tão característica da mamã, "vira o disco e toca o mesmo". Acabamos por não conseguir dar o devido valor a quem se calhar até o merece. Além do Ruy de Carvalho, valor indiscutível, não me consigo lembrar de mais nenhum nome grandioso. Basicamente o que se passa agora é: temos os Morangos com açúcar que serve de rampa de lançamento, todos os anos têm miúdos novos que, regra geral, nunca na vida representaram, são apenas giros (dependendo do ponto de vista) e têm um book feito numa agência qualquer. Depois, os que até têm um nadinha de jeito para a coisa pronto, lá entram nas novelas seguintes da tvi. Sempre achei piadinha à Joana Solnado até por ser neta de quem é. Na minha opinião, não é a típica miúda morangos com açúcar (engraçado, entrou na 1ª série), é boa actriz sim senhora e já anda nisto há uns bons anos. Mas, verdade seja dita, com tanta novela acaba por passar despercebida. Ao vê-la no teatro, dei-lhe todo o valor e mais algum. Talvez seja suspeita por ser uma grande fã da coisa. Adoro cinema, nem entro em comparações, mas aquilo que se faz no teatro é qualquer coisa. Ali é tudo na hora. Ou é ou não é. Não são filmados cena a cena. Além de não sei quantas preocupações, são capazes de estar ali duas ou três horas a debitar falas e mais falas que tiveram de decorar e ou sai ou não sai. É preciso, além de tudo o resto, uma grande capacidade de concentração e improvisação caso haja qualquer engano que, por muito pequeno que seja, pode atrapalhar. E o teatro, que é uma coisa que o português até tem de bom (o cinema não acho nada de jeito, infelizmente), acaba por ser tão menosprezado que faz impressão. A peça que fui ver, intitulada A Dona da História, é para rir do início ao fim. Não sei como reagiram os senhores presentes na sala (não me parece que tenham reagido mal, se forem espertos até aproveitaram para aprender qualquer coisinha sobre o tão complicado sexo feminino) mas é visivelmente dirigida às mulheres. Aquelas inquietações que só nós temos, as reacções, as dúvidas, as excitações, as anticipações, as mil e uma hipóteses que formulamos na nossa cabeça antes de tomar alguma decisão. É engraçado ver-me representada em palco e, como eu, de certeza que todas as mulheres presentes na plateia sentiram o mesmo. Vale nem que seja pelo humor simples que acaba por ser o mais bonito. Comentando a peça, disse à minha companheira de noite de teatro: "O ser humano consegue ser tão belo e complexo na simplicidade de um gesto, dum olhar, duma expressão." Vão ao teatro que vale tão a pena!

terça-feira, 12 de janeiro de 2010

Um dos meus grandes amores

Só porque até me apetece escrever mesmo sem saber sobre quê, pronto. Aproveito para refilar com a EDP que só me dá desgostos. Estava eu muito bem a jantar e pimba, falta a luz. Claro que ficamos sempre com aquela esperançazinha que volte rápido mas acabei por me deitar (às 20h30 da noite). De repente volta e venho eu a correr para aqui toda contente, óbvio. Passado um bocadinho de nada, tempo de voltar a ligar o bichinho, falta outra vez e fico eu com cara de parva durante um minuto. Passado esse minuto, volta durante cinco segundos e puff, uma vez mais. Ora digam lá que isto não é razão suficiente para mandar os senhores da EDP irem dar uma voltinha ao bilhá grande? Não os mandei para lado nenhum e regressei à cama. Sou uma menina.

Obviamente que um dos meus grandes amores não é a EDP portanto não é dela que vou continuar a falar. Nem do Benfica, que já falei. No Sábado à noite apercebi-me duma coisa que disse naturalmente e achei engraçada. Estava a comer e saio-me com "Eu com um Big Mac sou uma pessoa feliz." Para uma pessoa que já em pequena dizia "Oh mãe, o que gosto mais de fazer na vida é comer" não é estranho, pois não? Felizmente ainda não estou obesa senão então é que já era um problema. Nem sequer como fast food todos os dias que às tantas já estava farta e a minha carteira não aguenta tal arrombo. Mas a cena teve piada. Eu de hamburguer na mão a dizer aquilo para os meus amigos que, apesar de ainda me acharem uma menina, aposto que já se aperceberam que eu como quase tanto como um deles que é só o maior alarve que eu já vi, e acreditem que já vi muitos.
A minha história de amor com o Big Mac é simples e de certeza que são muitos os que se revêem no que eu vou contar. Quando eu era pequena e inocente só comia Happy Meal, essa coisa feia que mal enche a cova dum dente. Eu dizia que não conseguia comer mais mas aposto que era daquelas crianças estúpidas que só querem o brinde. Como é óbvio, passada uma semana, se tanto, o brinde já estava no lixo. Quando comecei a ter dois dedos de testa e olhei para o Big Mac, foi amor à primeira vista (neste caso dentada). Deduzo que tudo tenha começado por volta dos 13/14 anos. Ou seja, eu ando há pelo menos 6 anos a comer exactamente a mesma coisa. Sendo eu uma pessoa que se farta logo de algo quando é em demasia, é estranho. Provavelmente já tive alturas em que ia lá muitas vezes num curto espaço de tempo. Apesar disso, o amor continua intacto. Já comi McNuggets a acompanhar. Sundae e McFlurry depois. Mas traição penso que só aconteceu uma vez. Deve ter sido num dia em que eu estava fora de mim e aceitei o conselho de uma amiga que afirma que o não-sei-quantos-com-bacon é o melhor que lá há. Depois fiz o grande favor de a avisar que andou enganada toda uma vida. Pensava ela que me ia fazer um favor a mim, deve ser, deve! Como já disse antes, sou uma pessoa fiel. O MacDonalds* tem uma lista até variada de escolhas, é verdade. E tem tudo bom aspecto. Até há lá um maiorzinho que se calhar, às vezes, era bem escolhido. Eu juro que enquanto estou na fila penso nos mais variados motivos para não escolher o menino dos meus olhos. Eu que até sou de experimentar coisas novas. Mas já me aconteceu, mais do que uma vez, ir com ideia de pedir um e sair-me Big Mac da boca na altura do pedido. Digam lá que isto não é amor e fidelidade! E levante o dedo quem não faz isto. Pelo menos uma vez já fizeram. "Ah e tal vou provar um novo" e acabam por pedir o Big Mac. É um ciclo vicioso.

*Faz mal fazer publicidade a esta grande instituição? Não é que ela precise...

quinta-feira, 7 de janeiro de 2010

São tantas as coisas a que podemos assistir fora de casa...

Que dá direito a um post. Uma pessoa que ande minimamente atenta pode deparar-se com as mais variadas coisas e podemos até dividi-las em grupos. Claro que não me lembro de tudo mas aqui ficam alguns exemplos do muito que vejo quase todos os dias.
Na categoria "isto é para rir, só pode"/"*demasiado ocupada a rir para fazer outra coisa qualquer*" incluem-se:
- Os outdoors com a Alexandra Lencastre a usar uns óculos de uma marca qualquer (muitas desculpas à marca mas tirando a multiopticas e as outras marcas finas que fazem de tudo e mais alguma coisa, não me consigo lembrar de mais nenhuma. Vai na volta e a marca é fina só que pronto, consigo ser muito atenta mas também muito distraída). Uma pessoa ingénua e/ou pouco atenta não veria qualquer anormalidade nisto. Mas eu vi e é engraçado como nestas coisas se pode comprovar os milagres de que são capaz programas como o photoshop. Na televisão lá se safa um bocado com a maquilhagem e a roupa preta que esconde o facto de estar gorda que nem um texugo. Mas mesmo assim, com a maquilhagem vê-se perfeitamente que a senhora já não está para as curvas, como estava na Rua Sésamo. Não estou a chamá-la cota nem nada, cof cof, mas escusavam de exagerar tanto ao ponto de ela parecer ter menos rugas que eu!
- Um outdoor a anunciar a Exponoivos. Tudo muito bem, nem faço ideia para que serve uma exponoivos. O que achei piada foi à frase que estava em baixo. Era, salvo erro, "O casamento não é um bicho". E isto é para rir, só pode. Há quem diga que sou uma jovem demasiado descrente e que com o tempo mudo. Mas é verdade, acho o casamento um bicho. A pesquisar na net encontrei isto: "A Exponoivos 2010 que decorre no Centro de Congressos de Lisboa, na Junqueira, entre os dias 8 e 10 de Janeiro, tem como temática prinicipal a gamofobia, ou seja, o medo de casar." E fiquei um bocadinho de nada preocupada. Não me digam que eu tenho uma doença chamada gamofobia. Não é fobia a jogos, menos mal (gamo-game-jogo, esta imaginação upa upa).
- As viagens na Carris que são no geral hilariantes, principalmente quando viajamos com alguém que está igualmente disposto a mandar uma boa gargalhada com qualquer estimulante. São mulheres que falam kriolo de uma ponta à outra do autocarro, a alto e bom som. São mulheres com o balde ao colo, a agarrar a esfregona e a falar ao telemóvel aos berros enquanto vão dizendo muitas "merdas" e outras asneiras que não vale a pena referir. São miúdas que cantam Just Girls, também aos berros. Mas nunca na vida me lembro de rir tanto num autocarro como numa vez, no 36, em que uma senhora estava a gritar com uma "amiga" ao telemóvel e a mostrar um ciúme que valha-me deus. Dizia coisas super engraçadas (ou então era eu que já estava tão ocupada a rir, e a tentar por outro lado não rir tanto, que qualquer vírgula servia para rir ainda mais), mostrava ciuminho por não ter sido ela a ir com a outra à depilação e chamava-lhe Maria, Marrie, Marie e não sei quantas mais versões do simples Maria. E, perto do fim da chamada, afirmou que ia acabar com o "projecto". Hummm...
Categoria "Nhóóó":
- Velhote amoroso, também num autocarro da Carris, a cantar (bem) fado. Juro que deu vontade de não sair na minha paragem para continuar a ouvi-lo.
- Senhora indiana super querida a preparar as filhas gémeas para a escola. Pode não ter nada de especial mas achei bonito na altura.
- Senhora que, por alguma razão, achou por bem ajeitar-me o casaco antes de eu sair na minha paragem. Ao início fiquei com medo e achei estranho alguém estar a mexer-me nas costas mas depois agradeci e achei o instinto maternal uma fofura.
- A maior parte dos bebés que só apetece é apertar, principalmente aqueles que olham para nós e esboçam um sorriso.
Categoria "Acaba lá com isso, por amor de deus!":
- Todos as pessoas que ouvem música alto e quando digo isto estou a referir-me às que andam com o telemóvel aos altos berros. Uma coisa é ouvir alto com os phones nas orelinhas, outra coisa é pôr música para toda a gente ouvir ainda para mais quando é quase sempre kisomba ou hip hop/rap underground de muito mau gosto em que nem se percebe como é que aquilo pode ser considerado música.
- Criancinhas entre os 2 e os 10 anos de idade que, durante meia hora de caminho, vão a gritar e a puxar muito a lagrimazinha porque embirraram que queriam qualquer coisa. Mal habituadinhos, é o que é!

Categoria "Ai ca nojo":

- Esta e a próxima são bastante recentes, tal é a minha sorte que sucederam num espaço de 10 minutinhos. Homem, nojento diga-se de passagem, que se aproxima para nos pedir um cigarro e a seguir diz qualquer coisa do género, "És linda, deixa-me dar-te um beijinho".

- Pessoa que começa a vomitar imenso a um metro de nós. Não é que eu não esteja já habituadinha a ver e até a limpar mas vomitou tanto que desconfio que tenha ficado sem tripas e aposto que o cheiro entrou Hard Rock adentro apesar de estar a 15/20 metros e com a porta fechada.

Categoria "estava capaz de deixar de ser tão tímida e meter-me onde não sou chamada só para refilar um bocadinho consigo":

- Senhor que sem qualquer argumento para se defender, diz que é director do Diário de Notícias. Tudo começou ainda antes de entrar no autocarro. Não percebi bem mas acho que o senhor se armou em superior e passou à frente de toda a gente. Está claro que há sempre alguém que não fica calado e houve uma senhora, mais uma de balde e esfregona na mão, que começou logo a discutir com ele. E foi bastante longa e acesa a discussão. O senhor, como é óbvio, não tinha nada para se defender portanto, além de refilar com a profissão e raça dos outros, a certa altura começa a dizer "Olhe lá mas eu não tenho nada que lhe dar justificações, eu sou director do Diário de Notícias" e chegou mesmo a mostrar um cartão qualquer para provar aquilo. A senhora logo de seguida deu a resposta tal e qual como eu estava pensar, tirando a parte da profissão (apesar de eu por vezes brincar que a licenciatura me vai dar aquele mesmo emprego). E a senhora disse: "Olhe, eu sou empregada de limpeza e o senhor até podia ser o Papa, não é por isso que tem direito de passar à frente de toda esta gente que estava ali há meia hora à espera". Não decorei o nome do senhor e acredito que seja o director do jornal. Mas, realmente, não é por isso que tem o direito de ser tão mal-educado para com aqueles que considera inferiores por alguma razão seja ela profissão, raça ou outra qualquer.


domingo, 3 de janeiro de 2010

Porque raio é que os papas têm sempre uns cento e tal anos e falam com uma vozinha de quem já morreu e não deu conta ou de quem vai falecer a qualquer momento? Secalhar o Sr. Policarpo não foi eleito por isso. Oh Sr. para a próxima não seja ingénuo, pinte-se muito para parecer ter pelo menos 90 anos (apesar de já não estar tão longe quanto isso) e fale como se fosse bater a bota nos próximos segundos. Aposto que assim será o próximo papa. Ou então pronto, tem bom remédio. Espere pela sorte mais uns vinte aninhos.

domingo, 27 de dezembro de 2009

Vai na volta e os chineses até são mandriões

No post anterior disse o seguinte: "Os chineses só não trabalham todos os dias, 24h por dia, porque não podem." E disse que tinha voltado a reparar porque vi, aqui na minha terrinha, um restaurante chinês aberto no dia de Natal. Qual não é o meu espanto quando hoje na Av. João XXI vejo um restaurante chinês fechado. Eu até parei e olhei bem lá pra dentro a ver se não estava enganada, podia ter faltado a luz ou qualquer coisa. Mas não, estava mesmo fechado. E agora? Fiquei confusa. Precisamente um dia depois de partilhar a minha observação pimbas, uma excepção à regra. É que não consigo mesmo mudar de opinião. Cá pra mim os chinocas aqui da terrinha são mais pobrezinhos enquanto que aqueles ali da Av. João XXI fazem tanto dinheiro que decidiram dar uma oportunidade ao cafézito/restaurantezito tuga que fica mesmo ao lado. Ou então pronto, são os únicos três ou quatro preguiçosos em 500 mil milhões de chineses que existem em todo o mundo e, por acaso, vieram parar a Portugal. Se podem haver três ou quatro portugueses trabalhadores, também podem haver três ou quatro chineses mandriões.

Nota: Engraçado como ficou a parecer que eu até simpatizava muito com chineses quando é exactamente o contrário.

sexta-feira, 25 de dezembro de 2009

Observações do dia

- A rua no dia de Natal parece completamente saída de um filme de terror. Tudo deserto, o barulhinho bom do vento...maravilha!
- Receber prenda de um tio que só vimos uma ou duas vezes na vida é estranho mas não é mau.
- Os chineses só não trabalham todos os dias, 24h por dia, porque não podem. A esta conclusão já cheguei várias vezes mas hoje voltei a reparar.
- Comer em três casas diferentes durante o dia todo é porreiro. O meu estômago já não está a rejubilar de alegria mas valeu a pena!
- Os putos de hoje em dia estão cada vez mais mimados, arrogantes, estúpidos, chatos e sei lá mais o quê. Deixem-me ter um crianço que ele vai ver a educação que lhe vou dar. "Tens 2 anos e queres uma PS3? O Manel também tem? Azaaaar. Vais ter quando eu quiser e se achar por bem dar." Hei-de fugir ao máximo a esta educação que se dá hoje em dia. Brinquedos não compram a falta de atenção nem a educação dos miúdos que é muito bonita e eu gosto.