domingo, 31 de janeiro de 2010

Ai as viagens, as viagens...

Quantas pessoas é que não gostavam que o seu amigo blog mostrasse as suas várias viagens à volta do mundo? Eu gostava imenso. Uma pessoa passa aqui umas quantas horas a olhar para isto. Sem nada para fazer, começo a visitar outros blogs. Às tantas dou de caras com blogs sobre viagens. É óbvio que fico aqui a babar durante um bocado. Ah, olha este já foi à Índia. E à China. E ao Peru. Olha e fez um interail também. Em conversa com uma amiga sobre o tal blog é inevitável que nos saia qualquer coisa como "Epa, há lá gente de sorte hein? Quem me dera! Só nós é que não temos sorte nenhuma, não ganhamos viagens e muito menos temos dinheiro para as fazer. Viste bem as fotos? Brutal !" e bla bla bla. A certa altura da conversa até dizemos como invejamos a pessoa, deve ser normal. Invejo um bocadinho sim. Mas não lhe rogo pragas nem nada, ainda bem que alguém que gosta de viajar tem a oportunidade de o fazer e de partilhar informação com os outros. É porreiro ver fotografias e ler descrições mas elas não me aquecem nem me arrefecem. Dão-me é muita vontade, ui se dão, de lá ir também. Só isso. É engraçado ver "olha aquilo é França" mas não estamos lá, what's the point? Quem tirou a fotografia tem uma história para contar. Eu não. Quanto muito, "olha vi fotos do sítio e pareceu-me muito porreiro, arejado e tal. Tem muitos pombos." Já a pessoa que lá esteve teria provavelmente um mundo para contar. Podia nem dizer nada mas sentiu e isso ninguém lhe pode tirar. Ninguém pode sentir o que quer que seja sem ir lá. Nenhuma imagem e/ou descrição consegue substituir o ir lá realmente. Muito menos dá para sentir aquilo que os outros sentiram, nem sequer viajando para o mesmo sítio. Não é de todo possível, perante a mesmíssima coisa, sentir da mesma forma que outras pessoas sentiram.* Por isso é que não consigo perceber as pessoas que se contentam com o "viajar" sem sair de casa. Há tempos li qualquer coisa sobre isto. Alguém afirmava que, um dia destes, o acto de viajar se extingue porque já é tudo acessível através dum simples clique no google earth, entre outros, tudo cheio de pormenores. Esta semana até me deparei com um site todo xpto que consistia numa visita virtual ao Mosteiro dos Jerónimos. Fiquei com a ideia de que havia mais visitas virtuais a outros monumentos portugueses. Pronto, tudo bem. Não digo que seja uma má iniciativa. Nem toda a gente, pelas mais variadas razões, tem oportunidade de se deslocar para ver isto ou aquilo. Só não percebo as pessoas que, podendo ir, preferem ficar sentadas à secretária. Podem dizer-me o que quiserem, nunca me vão convencer que é a mesma coisa. Sou a pessoa mais preguiçosa do mundo e passo horas aqui sentada mas, tendo a oportunidade de ir a um lugar qualquer, alguma vez eu ficava aqui a ver no google earth? Nunca, nunquinha! A simples viagem que faço quase todos os dias para Lisboa é especial e faz-me bem. Todos os dias tenho a certeza que vou reparar numa coisa nova, vou ouvir uma coisa que nunca ouvi e vou ver pessoas que nunca vi. Nas imagens é sempre tudo igual. Em casa não se passa nada. Qual é a piadinha? Até posso ir a todo o lado e aperceber-me que não gostei, que tenho saudades de casa e que nunca mais quero sair de cá (parece-me completamente impossível). Mas até tentar nunca vou saber. Isso é que me iria custar horrores, nunca ter tentado. Quem não gosta de viajar tudo bem (também não percebo mas pronto somos todos diferentes e ainda bem que assim é). De resto, tirando motivos de força maior, não vejo desculpa. Eu quero mesmo ter uma história para contar. Não quero, daqui a muitos anos, só ser capaz de falar dos blogs que visitei nos tempos em que era uma jovem sonhadora.
Aproveito para deixar uma das minhas citações preferidas do meu querido Fernando Pessoa. É bonito como ele diz tudo em tão poucas palavras.

"Para viajar basta existir. Vou de dia para dia, como de estação para estação, no comboio do meu corpo, ou do meu destino, debruçado entre as ruas e as praças, sobre gestos, os rostos sempre iguais e sempre diferentes, como afinal, as paisagens são. A vida é o que fazemos dela. As viagens são os viajantes. O que vemos, não é o que vemos, senão o que somos."*
"Quando eu for grande quero ter uma história para contar."

quarta-feira, 27 de janeiro de 2010

Mais um dia...

Ah, viagens de autocarro. De certeza que já aqui falei nelas. Além de algumas engraçadas e outras mázinhas (felizmente raras) porque o dia foi terrível, porque estamos com uma dor de cabeça daqui até à lua, porque a vizinha de assento está em cima de nós com mil sacos, na sua maioria estas viagens até são bastante comuns. Em quase todas viajo sozinha, e gosto. Claro que há dias (também raros) em que apetece mesmo trocar um dedo de conversa com um conhecido qualquer ou com um amigo que raramente vejo. Nesses dias não aparece ninguém. Pelo contrário, nos dias em que queremos mesmo mesmo estar sozinhos (não estou a contar com a companhia que muitas vezes tenho via sms), aparece um conhecido que faz questão de nos chatear, quando só me apetecia ouvir música lá aparece alguém para falar da morte da bezerra. Ou então, e acreditem que não é melhor, aparece aquele rapazito que gosta de nós há imenso tempo e que decide ir a viagem toda sentado à nossa frente a sorrir, com um olhar tão meloso que faz impressão. Esse rapazinho muda-se posteriormente para o banco atrás de mim e mexe-me no cabelo carinhosamente. Passados uns dois minutinhos eu saio. Não de propósito claro (cof cof), era a minha paragem.
Enfim, então e a quantidade de coisas que é possível fazer durante uma viagem destas de meia horinha, han? Ele é pessoas a ler, escrever, estudar, comer, falar (ou gritar) o caminho todo ao telemóvel/com o motorista/com o companheiro do lado/com todos os presentes, dormir (às vezes a ressonar), enrolar cigarros (ou ganzas), roer as unhas, cortar as unhas (ainda estou para perceber as pessoas que não cortam as unhas no wc, ou seja, em casa!), tentar convencer os outros a aderir a uma certa religião (normalmente a jeová), fazer ginástica (não me lembro de termos técnicos agora) nos varões ou que raio é aquilo que todos (acho eu) os autocarros têm, beijar o namorado/a como se estivesse em casa, descascar fruta, tirar cera dos ouvidos com chaves ou com a unha gigante do dedo mindinho, etc etc. É uma lista interminável. Eu além de ouvir música e mandar sms, pouco faço. Continuo a convencer-me a mim mesma que ler ali me faz doer a cabeça. Para não me sentir sempre mal com isso, hoje passei os olhinhos pelo livro de código. Mas pronto, normalmente vou distraída com os meus pensamentos. Basicamente, vou a falar comigo mesma. Não é alto, não sou assim tão atrofiada da mioleira. O autocarro deve ter algum efeito terapêutico ou assim. Hoje, que me lembre, debati comigo mesma que não posso nem devo esperar por sinais divinos por parte do mundo. Há coisas que não vale a pena procurar e tentar perceber, só são quando têm de ser. Somos todos diferentes, há que lidar com isso. A segunda conclusão a que cheguei foi que vou sempre acreditar no melhor das pessoas. Tudo bem que há muita gente que se calhar não vale a pena mas, de qualquer maneira, continuarei a fazer o que faço quando saio à rua, com todo o gosto. Continuarei a andar com o meu ar feliz e despreocupado. Continuarei a sorrir com coisas simples. É bom ser assim!

Hoje também cheguei à conclusão, uma vez mais, que aquilo a que chamam aulas de código não me servem de muito (graças à senhora que as dá). Infelizmente, não tenho coragem de pedir à senhora para assinar as aulas todas e estudar só em casa. Enfim, há que ver o lado positivo, já estão a acabar e sempre tenho uma desculpa válida para sair de casa caso a mãe esteja em dia de refilar.

domingo, 24 de janeiro de 2010

Música e vinho do Porto

Portugal. Música. Acho que eram precisos muitos e muitos posts para enumerar a quantidade de música, mázinha vá, que o nosso país tem. Não é necessário dar exemplos, pois não? Bem me parecia. No meio de tanta "porcaria" (não criticando quem ouve, cada um tem os seus gostos), lá se encontram coisinhas boas como estes porreiros dos Donna Maria. Decidi deixar aqui o vídeo porque, além de gostar deles, gosto muito desta versão da música. Traz-me boas recordações, umas bastante recentes, outras não. Detesto vinho, não consigo mesmo gostar. Apesar disso, o vinho do Porto faz parte da minha vida, desde que nasci.

Nota: Não liguem à Catarina Furtado...é a única parte má do vídeo.

quinta-feira, 21 de janeiro de 2010

Apetecia-me escrever um guião para uma peça de teatro com o diálogo que vou deixar aqui, se estivesse com imaginação e se não tivesse um exame hoje.
Ri que nem uma perdida e achei muita graça mas depois fiquei preocupada e pensei: "É assim que eu vou ser quando chegar aos 50 anos?"

Personagens - Um homem e uma mulher
Espaço - Na cama
Tempo - Lá para as 23h30, depois de acabar o jogo do Porto e enquanto começa uma das novelas da noite (da tvi, detalhe sempre importante, cof cof)

Homem: (que no fim do jogo deve ter ficado aborrecido e já que não tinha nada para fazer...) Olha lá, tu amas-me?
Mulher: (muito chateada e naquele tom que se aproxima muito ao grito) Cala-te, deixa-me ver a novela! [foi aqui que comecei a rir como se não houvesse amanhã]
Homem: Então mas não me amas é? Custa-te muito dizer?
Mulher: ... (nem uma nem duas)
Homem: Pois, se não dizes nada é porque tenho razão.
Mulher: Então mas tu não te calas, porra? Eu tive aqui quietinha, deixei-te ver o jogo em paz e agora deu-te para isto? Deixa-me lá ver a novela sossegada, não me chateies.
Homem: Mas amas-me ou não?
Mulher: Olha, merda.

quarta-feira, 20 de janeiro de 2010

Paraíso?

Se não é, é muito parecido.





É de mim ou isto parece-se muito com uma praia qualquer que aparece num dos Piratas das Caraíbas? Ou a do A Praia? Sendo ou não, se virem que deixei de cá vir é porque decidi viajar e fiquei por lá entretida com o Johnny Deep e o DiCaprio que, obviamente, estavam à minha espera. Ainda por cima é já aqui ao lado, na Tailândia!

terça-feira, 19 de janeiro de 2010

A Mexicana vai ser tia

Finalmente, depois de 30 anos de existência, o meu querido irmão vai ser pai. Andava desejosa há muito, muito tempo, estava a ver que nunca mais! Agora só falta saber se é menina ou menino. Visto que vou ser a única tia e não vou ter de o "dividir" com mais nenhuma, vai ser uma maravilha! Se for miúda tenho muito medo que tenha o feitio da mãe. Se for o caso acho que não lhe vou ligar nenhuma. Por outro lado é giro, menina e tal. Esperemos que não faça parte desta geração de malucas que deixam as bonecas aos...ok, parece-me que já nem tocam nas bonecas. É logo telemóvel, internet e...gajos! Daquelas que vão acampar para a porta do pavilhão atlântico por causa de Tokio Hotel. A titia até paga bilhetes para os concertos todos se for música decente, Green Day, Xutos, The Killers, Aerosmith, ui, tem muito por onde escolher. Até vou com ela e pago às amigas também (que eu vou ser uma pessoa de dinheiros claro está). Só não me venham cá com essas tretas de Hannah's Montana's e o raio, por aí não se safam. Lá vou eu ter de ensinar tudo aos miúdos, pelo menos no que toca a música. Oh cum caraças, acabei de me lembrar que a cunhadazinha venera a Hello Kitty e tem tudo dela, incluindo o telemóvel horroroso patrocinado pela Rita Pereira. Ok, a miúda está mesmo perdida, next! Se for menino, ai, vai ser o menino dos meus olhos (é agora que a baba escorre por aqui abaixo). Parece-me que vai ser sócio do Benfica desde a nascença, vou ter que falar com o mano sobre isso. Já estou a imaginar o pequenino com um mês de vida vestidinho com o fato de treino do Benfica. Ai coisa mai linda! Já me estou a ver a passear o cachopo na Rua Augusta enquanto lhe digo "Olha meu querido, a tia começa já a trazer-te aqui desde esta tenra idade para que conheças Lisboa de uma ponta à outra e para que não sejas burro como a titia que aos 16 anos afirmou convictamente que a Praça do Comércio era o Marquês de Pombal." Não é de pequenino que se torce o pepino? Tem de ser, tem de ser. Lá para os cinco anos o crianço vai provavelmente pedir-me um magalhães. É claro que eu não lhe vou dar um magalhães coisíssima nenhuma e por mim não lhe dou computadores até aos 12 anos que ele tem tempo para essas coisas. Ele vai é jogar à bola para a rua (às vezes pode ser com a tia que ela não se importa), que só lhe faz é bem. E vai gostar muito do Benfica, até vai querer lá jogar. Se for ténis ou ténis de mesa também pode ser. A tia leva aos treinos. E dá-lhe explicações (porque a tia é muito inteligente). Sobrinho meu não vai precisar de explicadores, além de mim. E vai portar-se lindamente. Depois quando tiver idade até o levo ao Bairro Alto. Talvez até o deixe beber uma imperial comigo. Só uma, não quero o miúdo com problemas de fígado! Ai que isto já começou a descambar! Estou a pensar seriamente em passar a ser uma moça ainda mais ajuízada a partir de agora, para dar os bons exemplos. Em vez de beber duas ou três vezes por ano vou passar a não beber nadinha. Oh mas afinal também não sou santa nenhuma (nem quero), duas ou três vezes não devem fazer assim tanto mal! Depois que raio é que eu tinha para lhe contar? "Olha ... (tenho a sensação que será Rodrigo e aproveito para dizer que não gosto muito, se fosse menina apoiava a cunhada que quer Leonor enquanto o mano prefere Inês), a tia andou na faculdade e não bebeu uma pinga de álcool. Nem sequer saí à noite. É verdade, podes acreditar. Nem sequer frequentei a esplanada da faculdade. Nem no Verão! Foi só estudar, só estudar." Claro que não, ? Mas pronto, deixando as parvoíces de lado, venha o que vier, seja educado como for, vai ser um sobrinho muito amado pela tia!*
*A menos que decida ser chunga, nesse caso é deserdado imediatamente.

domingo, 17 de janeiro de 2010

Obrigadinha João Pereira por não teres feito, no Benfica, as exibições que fazias no Braga e que fazes agora no Sporting. Estou muito desiludida contigo, muito desiludida. Humpft!

sábado, 16 de janeiro de 2010

O Raul Solnado deixou bons genes


Olhando para a televisão portuguesa, sejamos sinceros, não há muito que valha a pena ver. Pegando na tvi, que raio é que as novelas trazem de novo? Os actores são quase sempre os mesmos de novela para novela mudando apenas os nomes (às vezes as personagens são tão idênticas às anteriores que mete nojo, até podem ser muito bons a representar aquilo mas então e que tal um desafiozinho, han? Ver se conseguem fazer mais qualquer coisinha, não?) e a história, essa pouco varia. Utilizando a expressão tão característica da mamã, "vira o disco e toca o mesmo". Acabamos por não conseguir dar o devido valor a quem se calhar até o merece. Além do Ruy de Carvalho, valor indiscutível, não me consigo lembrar de mais nenhum nome grandioso. Basicamente o que se passa agora é: temos os Morangos com açúcar que serve de rampa de lançamento, todos os anos têm miúdos novos que, regra geral, nunca na vida representaram, são apenas giros (dependendo do ponto de vista) e têm um book feito numa agência qualquer. Depois, os que até têm um nadinha de jeito para a coisa pronto, lá entram nas novelas seguintes da tvi. Sempre achei piadinha à Joana Solnado até por ser neta de quem é. Na minha opinião, não é a típica miúda morangos com açúcar (engraçado, entrou na 1ª série), é boa actriz sim senhora e já anda nisto há uns bons anos. Mas, verdade seja dita, com tanta novela acaba por passar despercebida. Ao vê-la no teatro, dei-lhe todo o valor e mais algum. Talvez seja suspeita por ser uma grande fã da coisa. Adoro cinema, nem entro em comparações, mas aquilo que se faz no teatro é qualquer coisa. Ali é tudo na hora. Ou é ou não é. Não são filmados cena a cena. Além de não sei quantas preocupações, são capazes de estar ali duas ou três horas a debitar falas e mais falas que tiveram de decorar e ou sai ou não sai. É preciso, além de tudo o resto, uma grande capacidade de concentração e improvisação caso haja qualquer engano que, por muito pequeno que seja, pode atrapalhar. E o teatro, que é uma coisa que o português até tem de bom (o cinema não acho nada de jeito, infelizmente), acaba por ser tão menosprezado que faz impressão. A peça que fui ver, intitulada A Dona da História, é para rir do início ao fim. Não sei como reagiram os senhores presentes na sala (não me parece que tenham reagido mal, se forem espertos até aproveitaram para aprender qualquer coisinha sobre o tão complicado sexo feminino) mas é visivelmente dirigida às mulheres. Aquelas inquietações que só nós temos, as reacções, as dúvidas, as excitações, as anticipações, as mil e uma hipóteses que formulamos na nossa cabeça antes de tomar alguma decisão. É engraçado ver-me representada em palco e, como eu, de certeza que todas as mulheres presentes na plateia sentiram o mesmo. Vale nem que seja pelo humor simples que acaba por ser o mais bonito. Comentando a peça, disse à minha companheira de noite de teatro: "O ser humano consegue ser tão belo e complexo na simplicidade de um gesto, dum olhar, duma expressão." Vão ao teatro que vale tão a pena!

terça-feira, 12 de janeiro de 2010

Um dos meus grandes amores

Só porque até me apetece escrever mesmo sem saber sobre quê, pronto. Aproveito para refilar com a EDP que só me dá desgostos. Estava eu muito bem a jantar e pimba, falta a luz. Claro que ficamos sempre com aquela esperançazinha que volte rápido mas acabei por me deitar (às 20h30 da noite). De repente volta e venho eu a correr para aqui toda contente, óbvio. Passado um bocadinho de nada, tempo de voltar a ligar o bichinho, falta outra vez e fico eu com cara de parva durante um minuto. Passado esse minuto, volta durante cinco segundos e puff, uma vez mais. Ora digam lá que isto não é razão suficiente para mandar os senhores da EDP irem dar uma voltinha ao bilhá grande? Não os mandei para lado nenhum e regressei à cama. Sou uma menina.

Obviamente que um dos meus grandes amores não é a EDP portanto não é dela que vou continuar a falar. Nem do Benfica, que já falei. No Sábado à noite apercebi-me duma coisa que disse naturalmente e achei engraçada. Estava a comer e saio-me com "Eu com um Big Mac sou uma pessoa feliz." Para uma pessoa que já em pequena dizia "Oh mãe, o que gosto mais de fazer na vida é comer" não é estranho, pois não? Felizmente ainda não estou obesa senão então é que já era um problema. Nem sequer como fast food todos os dias que às tantas já estava farta e a minha carteira não aguenta tal arrombo. Mas a cena teve piada. Eu de hamburguer na mão a dizer aquilo para os meus amigos que, apesar de ainda me acharem uma menina, aposto que já se aperceberam que eu como quase tanto como um deles que é só o maior alarve que eu já vi, e acreditem que já vi muitos.
A minha história de amor com o Big Mac é simples e de certeza que são muitos os que se revêem no que eu vou contar. Quando eu era pequena e inocente só comia Happy Meal, essa coisa feia que mal enche a cova dum dente. Eu dizia que não conseguia comer mais mas aposto que era daquelas crianças estúpidas que só querem o brinde. Como é óbvio, passada uma semana, se tanto, o brinde já estava no lixo. Quando comecei a ter dois dedos de testa e olhei para o Big Mac, foi amor à primeira vista (neste caso dentada). Deduzo que tudo tenha começado por volta dos 13/14 anos. Ou seja, eu ando há pelo menos 6 anos a comer exactamente a mesma coisa. Sendo eu uma pessoa que se farta logo de algo quando é em demasia, é estranho. Provavelmente já tive alturas em que ia lá muitas vezes num curto espaço de tempo. Apesar disso, o amor continua intacto. Já comi McNuggets a acompanhar. Sundae e McFlurry depois. Mas traição penso que só aconteceu uma vez. Deve ter sido num dia em que eu estava fora de mim e aceitei o conselho de uma amiga que afirma que o não-sei-quantos-com-bacon é o melhor que lá há. Depois fiz o grande favor de a avisar que andou enganada toda uma vida. Pensava ela que me ia fazer um favor a mim, deve ser, deve! Como já disse antes, sou uma pessoa fiel. O MacDonalds* tem uma lista até variada de escolhas, é verdade. E tem tudo bom aspecto. Até há lá um maiorzinho que se calhar, às vezes, era bem escolhido. Eu juro que enquanto estou na fila penso nos mais variados motivos para não escolher o menino dos meus olhos. Eu que até sou de experimentar coisas novas. Mas já me aconteceu, mais do que uma vez, ir com ideia de pedir um e sair-me Big Mac da boca na altura do pedido. Digam lá que isto não é amor e fidelidade! E levante o dedo quem não faz isto. Pelo menos uma vez já fizeram. "Ah e tal vou provar um novo" e acabam por pedir o Big Mac. É um ciclo vicioso.

*Faz mal fazer publicidade a esta grande instituição? Não é que ela precise...

segunda-feira, 11 de janeiro de 2010

Síndrome do estudante

Eu pensava, sinceramente, que era só a maior preguiçosa deste mundo e do outro. Hoje alguém fez o grande favor de me avisar que o Wikipédia (essa grande fonte que tantos alunos Erasmus safa, e não só) afirma que eu tenho uma doença ou algo do género. Diz que se chama procrastinação e que é o diferimento ou adiamento de uma acção. Na parte do síndrome do estudante diz que se refere ao facto de muitos estudantes só começarem a dedicar-se inteiramente a uma tarefa precisamente antes do prazo final. E isto, no meu caso, está mais que certo. Imaginem um trabalho para entregar às 10h00. Eu começo a fazer às 05h00. Uma frequência às 12h00, começo a estudar a sério às 02h00. E depois mais à frente diz que pessoas com esta coisa refilam que se tivessem tido mais tempo tinham começado antes quando, na verdade, se acontece, deixam outra vez para o último momento (experiência própria). Eu bem disse que este ano tinha que deixar de adiar tudo porque acaba por ser um grande problema e, afinal, é ainda mais sério (porque eu acredito piamente em tudo o que diz o Wikipédia, ou não, ou não). Não me parece que seja suposto ir ao médico porque isto é psicológico e, nesse caso, faço eu de médica, não preciso cá de mariquices. Ai vida a minha!

domingo, 10 de janeiro de 2010

Piadinha...

Parva claro. Porque 04h00 da matina é daquelas horas boas para piadas destas, uma amiga fez o favor de partilhar uma e eu decidi partilhar com vocês. Ora cá vai:


Onde é que os micróbios fazem surf?
R: No micro-ondas.


Hmhm, é óptima, eu sei.

Dia verde

Hoje oficializei uma nova amizade*. É verdade, é verdade. E só por acaso até vou para lá jogar. Foi um dia bem porreiro, gostei imenso. Agradeço aos queridos que me querem mudar porque obviamente acham que é o melhor para mim mas aqui a miúda é muito fiel e não troca assim de qualquer maneira*. Tenho poucas certezas na vida e uma delas é que, por dentro, serei sempre encarnada, venha o que vier. Amo-te Benfica.
*P.S.1: Os amigos (e toda a gente de certeza) acham que não se pode ser do Benfica e simpatizar com o Sporting ou vice-versa. Há que odiar o outro grande da 2ª circular. Então mas eu sou lá pessoa de odiar alguma coisa ou alguém! Deixem-se lá de coisas que eu gosto é de ver bom futebol (não é que os lagartinhos estejam a jogar bem mas hoje por acaso portaram-se lindamente e por isso já valeu a pena. Eles estão a muitos pontos vá, não me batam por comemorar a vitória). No derby, sou Benfica. Se houver disputa de pontos para um ser campeão ou ficar à frente, sou Benfica. Portanto, "nã me moiam"!
*P.S.2: Isto é só para dizer que se o Jesus continua com tanta cagança e no fim não ganha nada eu repenso isto tudo. Ah e tal uma taça já não ganha, veja lá o que anda a fazer!

sexta-feira, 8 de janeiro de 2010

E porque o blog não é só texto que cansa a vista aos poucos que por aqui passam...

Fica uma foto, do google. Não há dinheiro para máquinas fotográficas lá tem de ser assim.

Porque gosto e porque sinto saudades daquela primeira tarde. Muitas.

quinta-feira, 7 de janeiro de 2010

São tantas as coisas a que podemos assistir fora de casa...

Que dá direito a um post. Uma pessoa que ande minimamente atenta pode deparar-se com as mais variadas coisas e podemos até dividi-las em grupos. Claro que não me lembro de tudo mas aqui ficam alguns exemplos do muito que vejo quase todos os dias.
Na categoria "isto é para rir, só pode"/"*demasiado ocupada a rir para fazer outra coisa qualquer*" incluem-se:
- Os outdoors com a Alexandra Lencastre a usar uns óculos de uma marca qualquer (muitas desculpas à marca mas tirando a multiopticas e as outras marcas finas que fazem de tudo e mais alguma coisa, não me consigo lembrar de mais nenhuma. Vai na volta e a marca é fina só que pronto, consigo ser muito atenta mas também muito distraída). Uma pessoa ingénua e/ou pouco atenta não veria qualquer anormalidade nisto. Mas eu vi e é engraçado como nestas coisas se pode comprovar os milagres de que são capaz programas como o photoshop. Na televisão lá se safa um bocado com a maquilhagem e a roupa preta que esconde o facto de estar gorda que nem um texugo. Mas mesmo assim, com a maquilhagem vê-se perfeitamente que a senhora já não está para as curvas, como estava na Rua Sésamo. Não estou a chamá-la cota nem nada, cof cof, mas escusavam de exagerar tanto ao ponto de ela parecer ter menos rugas que eu!
- Um outdoor a anunciar a Exponoivos. Tudo muito bem, nem faço ideia para que serve uma exponoivos. O que achei piada foi à frase que estava em baixo. Era, salvo erro, "O casamento não é um bicho". E isto é para rir, só pode. Há quem diga que sou uma jovem demasiado descrente e que com o tempo mudo. Mas é verdade, acho o casamento um bicho. A pesquisar na net encontrei isto: "A Exponoivos 2010 que decorre no Centro de Congressos de Lisboa, na Junqueira, entre os dias 8 e 10 de Janeiro, tem como temática prinicipal a gamofobia, ou seja, o medo de casar." E fiquei um bocadinho de nada preocupada. Não me digam que eu tenho uma doença chamada gamofobia. Não é fobia a jogos, menos mal (gamo-game-jogo, esta imaginação upa upa).
- As viagens na Carris que são no geral hilariantes, principalmente quando viajamos com alguém que está igualmente disposto a mandar uma boa gargalhada com qualquer estimulante. São mulheres que falam kriolo de uma ponta à outra do autocarro, a alto e bom som. São mulheres com o balde ao colo, a agarrar a esfregona e a falar ao telemóvel aos berros enquanto vão dizendo muitas "merdas" e outras asneiras que não vale a pena referir. São miúdas que cantam Just Girls, também aos berros. Mas nunca na vida me lembro de rir tanto num autocarro como numa vez, no 36, em que uma senhora estava a gritar com uma "amiga" ao telemóvel e a mostrar um ciúme que valha-me deus. Dizia coisas super engraçadas (ou então era eu que já estava tão ocupada a rir, e a tentar por outro lado não rir tanto, que qualquer vírgula servia para rir ainda mais), mostrava ciuminho por não ter sido ela a ir com a outra à depilação e chamava-lhe Maria, Marrie, Marie e não sei quantas mais versões do simples Maria. E, perto do fim da chamada, afirmou que ia acabar com o "projecto". Hummm...
Categoria "Nhóóó":
- Velhote amoroso, também num autocarro da Carris, a cantar (bem) fado. Juro que deu vontade de não sair na minha paragem para continuar a ouvi-lo.
- Senhora indiana super querida a preparar as filhas gémeas para a escola. Pode não ter nada de especial mas achei bonito na altura.
- Senhora que, por alguma razão, achou por bem ajeitar-me o casaco antes de eu sair na minha paragem. Ao início fiquei com medo e achei estranho alguém estar a mexer-me nas costas mas depois agradeci e achei o instinto maternal uma fofura.
- A maior parte dos bebés que só apetece é apertar, principalmente aqueles que olham para nós e esboçam um sorriso.
Categoria "Acaba lá com isso, por amor de deus!":
- Todos as pessoas que ouvem música alto e quando digo isto estou a referir-me às que andam com o telemóvel aos altos berros. Uma coisa é ouvir alto com os phones nas orelinhas, outra coisa é pôr música para toda a gente ouvir ainda para mais quando é quase sempre kisomba ou hip hop/rap underground de muito mau gosto em que nem se percebe como é que aquilo pode ser considerado música.
- Criancinhas entre os 2 e os 10 anos de idade que, durante meia hora de caminho, vão a gritar e a puxar muito a lagrimazinha porque embirraram que queriam qualquer coisa. Mal habituadinhos, é o que é!

Categoria "Ai ca nojo":

- Esta e a próxima são bastante recentes, tal é a minha sorte que sucederam num espaço de 10 minutinhos. Homem, nojento diga-se de passagem, que se aproxima para nos pedir um cigarro e a seguir diz qualquer coisa do género, "És linda, deixa-me dar-te um beijinho".

- Pessoa que começa a vomitar imenso a um metro de nós. Não é que eu não esteja já habituadinha a ver e até a limpar mas vomitou tanto que desconfio que tenha ficado sem tripas e aposto que o cheiro entrou Hard Rock adentro apesar de estar a 15/20 metros e com a porta fechada.

Categoria "estava capaz de deixar de ser tão tímida e meter-me onde não sou chamada só para refilar um bocadinho consigo":

- Senhor que sem qualquer argumento para se defender, diz que é director do Diário de Notícias. Tudo começou ainda antes de entrar no autocarro. Não percebi bem mas acho que o senhor se armou em superior e passou à frente de toda a gente. Está claro que há sempre alguém que não fica calado e houve uma senhora, mais uma de balde e esfregona na mão, que começou logo a discutir com ele. E foi bastante longa e acesa a discussão. O senhor, como é óbvio, não tinha nada para se defender portanto, além de refilar com a profissão e raça dos outros, a certa altura começa a dizer "Olhe lá mas eu não tenho nada que lhe dar justificações, eu sou director do Diário de Notícias" e chegou mesmo a mostrar um cartão qualquer para provar aquilo. A senhora logo de seguida deu a resposta tal e qual como eu estava pensar, tirando a parte da profissão (apesar de eu por vezes brincar que a licenciatura me vai dar aquele mesmo emprego). E a senhora disse: "Olhe, eu sou empregada de limpeza e o senhor até podia ser o Papa, não é por isso que tem direito de passar à frente de toda esta gente que estava ali há meia hora à espera". Não decorei o nome do senhor e acredito que seja o director do jornal. Mas, realmente, não é por isso que tem o direito de ser tão mal-educado para com aqueles que considera inferiores por alguma razão seja ela profissão, raça ou outra qualquer.