segunda-feira, 11 de janeiro de 2010

Síndrome do estudante

Eu pensava, sinceramente, que era só a maior preguiçosa deste mundo e do outro. Hoje alguém fez o grande favor de me avisar que o Wikipédia (essa grande fonte que tantos alunos Erasmus safa, e não só) afirma que eu tenho uma doença ou algo do género. Diz que se chama procrastinação e que é o diferimento ou adiamento de uma acção. Na parte do síndrome do estudante diz que se refere ao facto de muitos estudantes só começarem a dedicar-se inteiramente a uma tarefa precisamente antes do prazo final. E isto, no meu caso, está mais que certo. Imaginem um trabalho para entregar às 10h00. Eu começo a fazer às 05h00. Uma frequência às 12h00, começo a estudar a sério às 02h00. E depois mais à frente diz que pessoas com esta coisa refilam que se tivessem tido mais tempo tinham começado antes quando, na verdade, se acontece, deixam outra vez para o último momento (experiência própria). Eu bem disse que este ano tinha que deixar de adiar tudo porque acaba por ser um grande problema e, afinal, é ainda mais sério (porque eu acredito piamente em tudo o que diz o Wikipédia, ou não, ou não). Não me parece que seja suposto ir ao médico porque isto é psicológico e, nesse caso, faço eu de médica, não preciso cá de mariquices. Ai vida a minha!

domingo, 10 de janeiro de 2010

Piadinha...

Parva claro. Porque 04h00 da matina é daquelas horas boas para piadas destas, uma amiga fez o favor de partilhar uma e eu decidi partilhar com vocês. Ora cá vai:


Onde é que os micróbios fazem surf?
R: No micro-ondas.


Hmhm, é óptima, eu sei.

Dia verde

Hoje oficializei uma nova amizade*. É verdade, é verdade. E só por acaso até vou para lá jogar. Foi um dia bem porreiro, gostei imenso. Agradeço aos queridos que me querem mudar porque obviamente acham que é o melhor para mim mas aqui a miúda é muito fiel e não troca assim de qualquer maneira*. Tenho poucas certezas na vida e uma delas é que, por dentro, serei sempre encarnada, venha o que vier. Amo-te Benfica.
*P.S.1: Os amigos (e toda a gente de certeza) acham que não se pode ser do Benfica e simpatizar com o Sporting ou vice-versa. Há que odiar o outro grande da 2ª circular. Então mas eu sou lá pessoa de odiar alguma coisa ou alguém! Deixem-se lá de coisas que eu gosto é de ver bom futebol (não é que os lagartinhos estejam a jogar bem mas hoje por acaso portaram-se lindamente e por isso já valeu a pena. Eles estão a muitos pontos vá, não me batam por comemorar a vitória). No derby, sou Benfica. Se houver disputa de pontos para um ser campeão ou ficar à frente, sou Benfica. Portanto, "nã me moiam"!
*P.S.2: Isto é só para dizer que se o Jesus continua com tanta cagança e no fim não ganha nada eu repenso isto tudo. Ah e tal uma taça já não ganha, veja lá o que anda a fazer!

sexta-feira, 8 de janeiro de 2010

E porque o blog não é só texto que cansa a vista aos poucos que por aqui passam...

Fica uma foto, do google. Não há dinheiro para máquinas fotográficas lá tem de ser assim.

Porque gosto e porque sinto saudades daquela primeira tarde. Muitas.

quinta-feira, 7 de janeiro de 2010

São tantas as coisas a que podemos assistir fora de casa...

Que dá direito a um post. Uma pessoa que ande minimamente atenta pode deparar-se com as mais variadas coisas e podemos até dividi-las em grupos. Claro que não me lembro de tudo mas aqui ficam alguns exemplos do muito que vejo quase todos os dias.
Na categoria "isto é para rir, só pode"/"*demasiado ocupada a rir para fazer outra coisa qualquer*" incluem-se:
- Os outdoors com a Alexandra Lencastre a usar uns óculos de uma marca qualquer (muitas desculpas à marca mas tirando a multiopticas e as outras marcas finas que fazem de tudo e mais alguma coisa, não me consigo lembrar de mais nenhuma. Vai na volta e a marca é fina só que pronto, consigo ser muito atenta mas também muito distraída). Uma pessoa ingénua e/ou pouco atenta não veria qualquer anormalidade nisto. Mas eu vi e é engraçado como nestas coisas se pode comprovar os milagres de que são capaz programas como o photoshop. Na televisão lá se safa um bocado com a maquilhagem e a roupa preta que esconde o facto de estar gorda que nem um texugo. Mas mesmo assim, com a maquilhagem vê-se perfeitamente que a senhora já não está para as curvas, como estava na Rua Sésamo. Não estou a chamá-la cota nem nada, cof cof, mas escusavam de exagerar tanto ao ponto de ela parecer ter menos rugas que eu!
- Um outdoor a anunciar a Exponoivos. Tudo muito bem, nem faço ideia para que serve uma exponoivos. O que achei piada foi à frase que estava em baixo. Era, salvo erro, "O casamento não é um bicho". E isto é para rir, só pode. Há quem diga que sou uma jovem demasiado descrente e que com o tempo mudo. Mas é verdade, acho o casamento um bicho. A pesquisar na net encontrei isto: "A Exponoivos 2010 que decorre no Centro de Congressos de Lisboa, na Junqueira, entre os dias 8 e 10 de Janeiro, tem como temática prinicipal a gamofobia, ou seja, o medo de casar." E fiquei um bocadinho de nada preocupada. Não me digam que eu tenho uma doença chamada gamofobia. Não é fobia a jogos, menos mal (gamo-game-jogo, esta imaginação upa upa).
- As viagens na Carris que são no geral hilariantes, principalmente quando viajamos com alguém que está igualmente disposto a mandar uma boa gargalhada com qualquer estimulante. São mulheres que falam kriolo de uma ponta à outra do autocarro, a alto e bom som. São mulheres com o balde ao colo, a agarrar a esfregona e a falar ao telemóvel aos berros enquanto vão dizendo muitas "merdas" e outras asneiras que não vale a pena referir. São miúdas que cantam Just Girls, também aos berros. Mas nunca na vida me lembro de rir tanto num autocarro como numa vez, no 36, em que uma senhora estava a gritar com uma "amiga" ao telemóvel e a mostrar um ciúme que valha-me deus. Dizia coisas super engraçadas (ou então era eu que já estava tão ocupada a rir, e a tentar por outro lado não rir tanto, que qualquer vírgula servia para rir ainda mais), mostrava ciuminho por não ter sido ela a ir com a outra à depilação e chamava-lhe Maria, Marrie, Marie e não sei quantas mais versões do simples Maria. E, perto do fim da chamada, afirmou que ia acabar com o "projecto". Hummm...
Categoria "Nhóóó":
- Velhote amoroso, também num autocarro da Carris, a cantar (bem) fado. Juro que deu vontade de não sair na minha paragem para continuar a ouvi-lo.
- Senhora indiana super querida a preparar as filhas gémeas para a escola. Pode não ter nada de especial mas achei bonito na altura.
- Senhora que, por alguma razão, achou por bem ajeitar-me o casaco antes de eu sair na minha paragem. Ao início fiquei com medo e achei estranho alguém estar a mexer-me nas costas mas depois agradeci e achei o instinto maternal uma fofura.
- A maior parte dos bebés que só apetece é apertar, principalmente aqueles que olham para nós e esboçam um sorriso.
Categoria "Acaba lá com isso, por amor de deus!":
- Todos as pessoas que ouvem música alto e quando digo isto estou a referir-me às que andam com o telemóvel aos altos berros. Uma coisa é ouvir alto com os phones nas orelinhas, outra coisa é pôr música para toda a gente ouvir ainda para mais quando é quase sempre kisomba ou hip hop/rap underground de muito mau gosto em que nem se percebe como é que aquilo pode ser considerado música.
- Criancinhas entre os 2 e os 10 anos de idade que, durante meia hora de caminho, vão a gritar e a puxar muito a lagrimazinha porque embirraram que queriam qualquer coisa. Mal habituadinhos, é o que é!

Categoria "Ai ca nojo":

- Esta e a próxima são bastante recentes, tal é a minha sorte que sucederam num espaço de 10 minutinhos. Homem, nojento diga-se de passagem, que se aproxima para nos pedir um cigarro e a seguir diz qualquer coisa do género, "És linda, deixa-me dar-te um beijinho".

- Pessoa que começa a vomitar imenso a um metro de nós. Não é que eu não esteja já habituadinha a ver e até a limpar mas vomitou tanto que desconfio que tenha ficado sem tripas e aposto que o cheiro entrou Hard Rock adentro apesar de estar a 15/20 metros e com a porta fechada.

Categoria "estava capaz de deixar de ser tão tímida e meter-me onde não sou chamada só para refilar um bocadinho consigo":

- Senhor que sem qualquer argumento para se defender, diz que é director do Diário de Notícias. Tudo começou ainda antes de entrar no autocarro. Não percebi bem mas acho que o senhor se armou em superior e passou à frente de toda a gente. Está claro que há sempre alguém que não fica calado e houve uma senhora, mais uma de balde e esfregona na mão, que começou logo a discutir com ele. E foi bastante longa e acesa a discussão. O senhor, como é óbvio, não tinha nada para se defender portanto, além de refilar com a profissão e raça dos outros, a certa altura começa a dizer "Olhe lá mas eu não tenho nada que lhe dar justificações, eu sou director do Diário de Notícias" e chegou mesmo a mostrar um cartão qualquer para provar aquilo. A senhora logo de seguida deu a resposta tal e qual como eu estava pensar, tirando a parte da profissão (apesar de eu por vezes brincar que a licenciatura me vai dar aquele mesmo emprego). E a senhora disse: "Olhe, eu sou empregada de limpeza e o senhor até podia ser o Papa, não é por isso que tem direito de passar à frente de toda esta gente que estava ali há meia hora à espera". Não decorei o nome do senhor e acredito que seja o director do jornal. Mas, realmente, não é por isso que tem o direito de ser tão mal-educado para com aqueles que considera inferiores por alguma razão seja ela profissão, raça ou outra qualquer.


quarta-feira, 6 de janeiro de 2010

Parasitas da sociedade

Este era o post em que eu aproveitava para falar muito mal da sociedade de hoje em dia mas não me sinto capaz de divagar tanto sobre o assunto. Era tanta coisa que nunca mais saía daqui, começando em parasitas da sociedade e acabando sei lá, no Sócrates ou quiçá nessas grandes figuras nacionais, a Popota e a Elsa Raposo (curiosa escolha a minha dadas as semelhanças entre as duas, só estou à espera que comecem a falar dos vários casamentos da Popota). Ainda assim, o acontecimento de hoje abriu-me o apetite para escrever um bocadinho sobre isto. Portanto, gostava então de saber que raio é suposto fazer quando, em pleno bus cheio de gente, nos arrancam o telemóvel das mãos em 1 segundo e fogem. Com a mala tenho eu sempre o maior cuidado, sempre muito agarradinha a ela e ai de quem se chegue perto. Mas realmente com o telemóvel sempre fui um bocado desmiolada. Agarro nele em qualquer lado, a qualquer altura e mando sms completamente distraída. Ingénua, ainda acredito na bondade das pessoas. A diferença agora foi que o dito cujo era xpto, um touch screen com cerca de 2 meses, se tanto. Não podem ver nada melhorzinho desatam logo a roubar. No meu nokia velhote já não agarravam, pois não? Pois...! Eu bem reparei que dois indivíduos se aproximaram da porta para sair. De resto, não me apercebi de mais nada. Mal o sr. motorista abriu a porta houve um que simplesmente me tirou o bichinho das mãos e largou a correr enquanto o outro já estava na rua, parece-me. Deu-me ideia de ter ouvido a bestinha a rir.* Fiquei uns 5 minutos imóvel, sem proferir palavra, a tentar acreditar que tinha sido roubada em pleno bus rodeada de gente quando costumo andar sozinha na rua à noite. Há uns 20 min atrás estava eu a subir a Alameda sozinha, em direcção ao Areeiro. E isto irrita-me. Sempre andei muito descansadinha da vida, até gosto bastante de estar na rua quando o sol já está a dormitar há muito. No entanto, sabia perfeitamente que isto ia durar até me acontecer aquilo que achamos estranho só acontecer aos outros. E agora, aqueles dois meninos fizeram o favor de me estragar parte do descanso com que andava todos os dias. Pois é meus amigos que isto à segunda, só cai quem quer. Não me hão-de ver mais distraída não, vão roubar o raio que vos parta! É suposto ter reacção? Ir atrás deles? Desatar aos gritos? Uma senhora muito querida que conheço de vista porque todos os dias apanhamos aquele mesmo bus às 9h00 da matina, disse logo "Eu cá desatava aos berros e ninguém me calava". É uma senhora que jasus, implica com tudo, todos os dias tem alguma fisgada. Ou abre as janelas todas, ou refila dos lugares, ou refila com pessoas, ou com o motorista, eu sei lá! Não gostava muito de viver em casa dela, imagino o berreiro que não deve ser. Pobre marido e filhos, se os tiver. Apesar disso surpreendeu-me, por detrás daquela mulher que só pode ser embirrante e com um mau feitio que upa upa valha-me deus, está uma senhora bem simpática que me ofereceu logo o telemóvel para ligar para a tmn, cancelar o cartão e pedir uma 2ª via. Entretanto, as senhoras mais perto de mim iam dizendo para eu falar com o motorista, para ir apresentar queixa à polícia, que tinha testemunhas e bec bec bec. E de que é que isso me servia? Já o telemóvel devia estar a ser vendido, quero lá eu saber. Interessava-me mais o cartão. Se fosse a mala aí sim, ninguém me parava até encontrar os meus documentos! A primeira coisa que me lembrei quando acordei do meu estado de choque foi "secalhar devia ter ido atrás deles". Ora e para quê? Estava na zona deles, mesmo que os apanhasse provavelmente além do telemóvel ainda me roubavam a mala, a roupa, os ténis, as cuecas, as meias, o cabelo para vender a algum fabricante de cabelo para bonecas e sabe-se lá mais o quê. Já em casa, para juntar à festa, os comentários da mãe nem sempre ajudaram a manter-me calma, muito pelo contrário. "Pois, já não se está bem em lado nenhum. Olha se te apanhassem aí num beco qualquer escuro, sabe-se lá o que te faziam! Tu tens de ter cuidado!" Está bem mãezinha, até podes ter razão, já não podemos confiar tanto nas pessoas e já não se está sempre bem em todo o lado mas, afinal de contas, era só um telemóvel. Mas era o meu telemóvel! Andam uns a trabalhar para estes palermas (já estou é a ser a ser demasiado simpática nos nomes que estou a utilizar para me referir às criaturas) andarem a passear e a roubar as coisas dos outros. Mas que jeitos! Enfim, há uma primeira vez para tudo, não é verdade? E a minha, assim foi. Apesar deste roubo estúpido por parte daquilo que penso que eram putos mais novos que eu, acho que foi melhorzito do que o roubo ao meu irmão há coisa de 5 anos atrás. Em plena feira do relógio, um querido cigano aliciou a pobre alma a comprar um belo nokia, na altura acabadinho de sair. Só por acaso, naquela altura até andavam a avisar sobre o tipo de roubo em tudo o que era telejornal. O que é certo é que o meu maninho foi na cantiga (devemos ser mesmo uma família de ingénuos ou, simplesmente, de parvos) e quando chegou a casa não tinha um belo nokia dentro da bolsinha. Tinha a capa do belo nokia com um sabonete lá dentro. Verti lágrimas que me fartei (tal como hoje), o que já é costume nesta cachopa que quando fica nervosinha pronto, dá-lhe para a choradeira. Afinal de contas sou gaja, não é? Então deixem-me lá chorar à vontade que chorar lava a alminha!
*Tinha de fazer um aparte aqui. Um atrasado mental com os seus 17 anos a rir-se na minha cara no instante em que me rouba o telemóvel. Olha que giro, não estudo nem trabalho, não devo ter pilinha para brincar, o meu amiguinho deve ter ainda menos do que eu por isso vamos lá brincar os dois ao roubar telemóveis. E é isto a vida de muitas criaturinhas nos dias de hoje. Uns matam-se a trabalhar para ter um mínimo que seja enquanto estas criancinhas se divertem a roubar o mínimo dos outros para depois andarem para aí a gastar em merda (desculpem a expressão, não se pode ser sempre sempre correcta)! Andam pais a criar filhos para isto. Já se sabe que o ambiente familiar é fulcral mas eu, na minha inocência, ainda acredito que muitos dos pais não têm culpa e são como deve de ser, que o erro é só dos putos que se desviam tanto para maus caminhos. Alguma solução há-de haver que eu não quero começar já tão nova a acreditar piamente no pensamento pessimista que muitas vezes se ouve, o do "Estamos a caminhar para o fim a passos largos e não há volta a dar". Alguém me disse no outro dia que há uns 50 anos atrás (não me lembro da data exacta a que se referiram) o mundinho não era nada disto, não havia roubos e andava tudo à vontade na rua, às horas que fossem. Há lá dúvidas que o burrinho do ser humano está a evoluir para pior. Querem mais provas?

domingo, 3 de janeiro de 2010

Porque raio é que os papas têm sempre uns cento e tal anos e falam com uma vozinha de quem já morreu e não deu conta ou de quem vai falecer a qualquer momento? Secalhar o Sr. Policarpo não foi eleito por isso. Oh Sr. para a próxima não seja ingénuo, pinte-se muito para parecer ter pelo menos 90 anos (apesar de já não estar tão longe quanto isso) e fale como se fosse bater a bota nos próximos segundos. Aposto que assim será o próximo papa. Ou então pronto, tem bom remédio. Espere pela sorte mais uns vinte aninhos.

Ano novo, vida nova


Já ouço esta do ano novo vida nova desde sempre. Até que ponto é verdade, não sei. Mais uma mudança de ano e desta feita de década também. De resto, que eu saiba, não houve ainda mudança nenhuma a destacar. Ainda. O ano mudou e eu quero respostas a perguntas. Este ano vai ser o ano em que as encontro, em que não fico parada e ajo, em que escolho, antes que cada ano se torne oficialmente num adiamento de tudo. Começar um ano ao pé do mar, a olhar para ele, é óptimo para acalmar e aclarar ideias. Só não sei até que ponto é bom começar o ano tão introspectiva. Talvez devesse ter optado por ingerir demasiado álcool, tal como quase todos os jovens portugueses da minha idade incluindo os vizinhos do lado que não se calaram com o karaoke durante 3 dias, para acabar na cama sem me lembrar sequer do que jantei. Gostava de saber se o mar me teria dado respostas caso tivesse lá ficado mais tempo mas agora nada a fazer, já estou de volta à vida real. Pensar às vezes dói. Ninguém me tente convencer que o Pessoa não era o maior em tudo o que dizia.
Não peguei no papel para escrever resoluções. Pensei um bocado e cheguei à conclusão que, resumidamente, este ano vou continuar a sonhar, tanto ou mais que nos anos anteriores, vou lutar mais para concretizar mais. Vou expressar-me melhor e ligar de volta a quem me liga. Vou ler mais, correr mais, ver mais filmes e tentar comer menos. Vou estar ainda mais na paz e deixar pseudo vícios. Vou passear mais e fazer uma viagem qualquer p'ra fora, Ayamonte não conta. Este ano espero ter mais inspiração para escrever e aguentar o blog pelo menos um mês. Basicamente, tudo mais. Mais é bom, não sempre mas é bom.
Em cima fica a única foto que tenho da semana, por agora. E que bem me fez essa vista.
Um grande ano para todos!

domingo, 27 de dezembro de 2009

E como se aproxima um ano novo...

Estava aqui a pensar, quando é que vou ter coragem de fazer a listinha para 2010? Nunca fiz uma lista de resoluções de ano novo. Nunca me dei ao trabalho porque por muito que até pensasse que tinha de fazer isto ou aquilo, acabava por não fazer. Há já algum tempo que venho pensando que está na altura de fazer uma e levá-la a sério. Hoje vou de férias, que arejar não faz mal a ninguém, e não me vejo com grande vontade de pegar em caneta e papel para tal coisa. Há-de ser medo, há-de ser sei lá o quê. Medo de ter objectivos que depois acabo por nunca concretizar. Entretanto, lá vou inventando desculpas esfarrapadas para mim mesma, "Ai que não tenho tempo agora", "Ai que estou tão cansada e não me vou lembrar de nada", "Ai que depois nem vou olhar pra isso". E a grande resolução de ano novo, que serve para tudo, acabei de a deixar aqui bem clara. Já chega de expressões tão características da minha pessoa, "Um dia tenho de...", "Logo se vê...". Já chega de desculpas.

Vai na volta e os chineses até são mandriões

No post anterior disse o seguinte: "Os chineses só não trabalham todos os dias, 24h por dia, porque não podem." E disse que tinha voltado a reparar porque vi, aqui na minha terrinha, um restaurante chinês aberto no dia de Natal. Qual não é o meu espanto quando hoje na Av. João XXI vejo um restaurante chinês fechado. Eu até parei e olhei bem lá pra dentro a ver se não estava enganada, podia ter faltado a luz ou qualquer coisa. Mas não, estava mesmo fechado. E agora? Fiquei confusa. Precisamente um dia depois de partilhar a minha observação pimbas, uma excepção à regra. É que não consigo mesmo mudar de opinião. Cá pra mim os chinocas aqui da terrinha são mais pobrezinhos enquanto que aqueles ali da Av. João XXI fazem tanto dinheiro que decidiram dar uma oportunidade ao cafézito/restaurantezito tuga que fica mesmo ao lado. Ou então pronto, são os únicos três ou quatro preguiçosos em 500 mil milhões de chineses que existem em todo o mundo e, por acaso, vieram parar a Portugal. Se podem haver três ou quatro portugueses trabalhadores, também podem haver três ou quatro chineses mandriões.

Nota: Engraçado como ficou a parecer que eu até simpatizava muito com chineses quando é exactamente o contrário.

sexta-feira, 25 de dezembro de 2009

Observações do dia

- A rua no dia de Natal parece completamente saída de um filme de terror. Tudo deserto, o barulhinho bom do vento...maravilha!
- Receber prenda de um tio que só vimos uma ou duas vezes na vida é estranho mas não é mau.
- Os chineses só não trabalham todos os dias, 24h por dia, porque não podem. A esta conclusão já cheguei várias vezes mas hoje voltei a reparar.
- Comer em três casas diferentes durante o dia todo é porreiro. O meu estômago já não está a rejubilar de alegria mas valeu a pena!
- Os putos de hoje em dia estão cada vez mais mimados, arrogantes, estúpidos, chatos e sei lá mais o quê. Deixem-me ter um crianço que ele vai ver a educação que lhe vou dar. "Tens 2 anos e queres uma PS3? O Manel também tem? Azaaaar. Vais ter quando eu quiser e se achar por bem dar." Hei-de fugir ao máximo a esta educação que se dá hoje em dia. Brinquedos não compram a falta de atenção nem a educação dos miúdos que é muito bonita e eu gosto.
Hoje fiz uma descoberta gira que decidi partilhar apesar de ter a certeza que não há muitas mulheres no mundo que não saibam isto. E a descoberta foi:

Pôr espuma no cabelo num estado praticamente líquido não é a coisa mais inteligente de se fazer. Não é muito grave mas também não é bom.

Ser mulher é realmente um processo contínuo de aprendizagem.
Não se ofendam homens mas vocês não têm de aprender truques para absolutamente nada. Para vocês que até são limpinhos q.b basta-vos pasta de dentes, desodorizante, perfume e gel (para os que usam). E para isso não é preciso ciência nenhuma. Gostava de vos ver com rímel e lápis. Aposto que arrancavam um olho. Eu também arrancava, deixem lá.

P.S.: Um bocadinho depois também descobri que usar o secador depois de pôr espuma, pelo menos da maneira que usei, também não é sempre uma ideia brilhante. Isto se não quiserem ficar a parecer um leão na sua esplendorosa juba. Era o meu caso. Aposto que com este cabelo a minha avó hoje não me vai conhecer.

Natal - parte 2

Bem e a noite de 24 lá se passou. Desta vez não fiquei sentadinha ao computador e até tirei as patinhas de casa. Vá, admito que não foi mau de todo. E digo mais, foi porreiro. Por esta altura já deviam estar a pensar que odeio isto tudo e que sou uma frustrada que não recebe é prendas nenhumas e por isso acha por bem dizer mal do Natal. Mas não, eu não odeio o Natal. Mesmo que andasse lá perto, há sempre um lado positivo em tudo e, neste caso, é a bela da comidinha. Posso passar o Natal sem companhia, sem prendas, sem nada de nada, mas comida da boa tem de haver sempre portanto não me posso queixar. Foi uma noite engraçada, conviveu-se, riu-se, viu-se qualquer coisa dos filmecos que estavam a passar na tv, abriu-se prendas, abriu-se a boca cinquenta vezes pelo sono que já estava a dar o ar da sua graça e, enfim, comeu-se, e bem!
Mas vá, não querendo já estar aqui a ser demasiado amiguinha do Natal, lembrei-me de fazer uma pergunta sobre uma coisa engraçada que se falou ao jantar. Digam-me lá, por que raio é que pessoas que estão uns 355 dias sem dizer nada se lembram de mandar sms no Natal? Qual é o objectivo? Será que com a sms querem dizer "Olá, espero que esteja tudo bem contigo e que ainda estejas vivo. Olha, não te disse nada durante o ano inteiro mas, como podes ver, sou teu amigo, lembrei-me de ti e como até tenho aqui o teu número e estou a mandar sms para a lista telefónica toda decidi mandar para ti também. Feliz Natal!" Ohhhh mas que grande amigo hein! Alguém me explique isto que eu não consigo perceber. As pessoas só se lembram das outras no Natal ou simplesmente mandam sms para a lista toda? Eu aposto na segunda hipótese, claro! E depois também tem imensa piada mandar a mesma p'ra toda a gente. Não digo p'ra escreverem uma diferente para cada ser vivo que isso dá uma trabalheira doida e se for tudo preguiçoso como eu ui, está quieto. Mas pá, é um clichê que me faz confusão. Eu cá proponho o seguinte: mandem sms a quem falaram pelo menos uma vez nos últimos, hummm, 4 meses, só naquela de não parecer tão mal. Mandem coisas que vos apeteça dizer em vez de mandarem uma porcaria qualquer que têm guardada para a ocasião. Guardem essas porcarias para as velhotas que têm telemóvel há pouco tempo e que deliram com qualquer sms que recebem, essas senhoras de 40 anos p'ra cima que ficam deslumbradas com aquela sms que diz qualquer coisa do género "Pum! O Pai Natal caiu da chaminé de propósito para te desejar um Feliz Natal". É muito bom ver as caras maravilhadas da mãe, da tia e de todas as senhoras que se encontram dentro dos parâmetros que já referi. Se não vos apetece dizer nada, não digam. Se simplesmente não sabem o que dizer também não custa nada usar o clichê simples que se usa mais mas que não fica tão mal como essas sms ranhosas que se recebem mil vezes "Feliz natal e boas entradas!" Custa assim tanto mandar isto ou coisa parecida? Senão, sejam criativos e digam coisas diferentes do género "Este Natal vai lá dar uma voltinha ao Bilhá Grande que quando voltares pode ser que tenhas prendas. Espero que tenhas um ano do caraças!" Custa muito?
Quanto a mim, prefiro receber, em qualquer altura, algo do género "Hoje lembrei-me de ti. Espero que estejas bem. Um dia destes, cafézinho?" do que receber uma sms no Natal de pessoas que não me dizem nada desde 1900 e troca o passo. E, como sou muito revolucionária, ninguém recebe sms minhas no Natal. Não respondo a ninguém. A amiga tmn até ajuda ao cortar as sms nestes dias. Se eu não respondo com sms grátis é óbvio que não o vou fazer sem saldo, não é?

quarta-feira, 23 de dezembro de 2009

E já que estamos no Natal...

Achei por bem dedicar um post ao tema. Começando por ser muito sincera, o Natal já não me diz nada. Pelo menos não como antigamente. Nada, nadica. Muito bem que quando era pequena não pensava em nada de jeito além de "Ena, Natal, prendaaaaaaaaaas!". Depois cresci, desenvolvi um bocadinho o tico e o teco e a partir daí comecei a dar importância ao Natal e a tê-lo como uma época em que montamos e decoramos a árvorezinha com a mãe, estamos com a família, passamos tempo juntos na casa de um ou de outro familiar (ou na nossa, vá), convivemos, comemos, bebemos, e claro, trocamos prendas. Basicamente, era isso. E era muito bom. Ora mas parece-me a mim que só quando era mais cachopita é que a coisa tinha piada. Agora, foi-se tudo. Árvorezinha? Estar com a famelga? Não faço ideia de há quantos anos é que já não tenho árvore em casa. De quantas noites de dia 24 passei sozinha em frente ao computador. Até as prendas deixaram de ter piada. Já não se espera pela noite de 24. Mal se recebe abre-se e pronto. Tal é o cúmulo que a minha mãe há tempos chega-se ao pé de mim e diz "Olha lá, o teu irmão queria-te dar uma prenda por isso comprei estes ténis. Gostas? Depois quando abrires faz de conta que não sabes!" Tudo bem que isto deve acontecer a muita gente. Mas quando se torna costume já é feio, digo eu. A certa altura acabo por me questionar, afinal o que é o Natal? Não vou estar aqui com lições de moral porque não tenho direito de o fazer mas, alguém pensa no que significa o Natal, no que supostamente se está a festejar? É porque se pensam, muitos portugueses disfarçam bem. É que antes até parecia que davam importância ao estar em família. Agora, não. Por isso é que me dá gosto ver pessoas que ainda o fazem.

Um dia destes deparei-me com os seguintes factos:
- No Natal celebra-se o nascimento de Jesus (que nasceu em Outubro)
- Entre 30 a 35 milhões de pinheiros são cortados e vendidos como Árvores de Natal todos os anos
- Durante as duas semanas de Natal e Ano Novo são enviadas mais de 75 biliões de mensagens de "Boas Festas" (por SMS, e-mail ou postal), o que equivale a cerca de 11 mensagens por ser humano

Não vou dizer que penso no nascimento de Jesus porque é mentira. Não sou nada religiosa. Não vou dizer para toda a gente mudar o que anda a fazer, cada um sabe de si. Mas eu, na minha humilde opinião, vejo o Natal como uma época de consumismo e não acho bem que as compras sejam a prioridade das pessoas. Uma época em que se exagera ainda mais na compra de porcarias para os miúdos. Em que se compram os chocolates e perfumes para a mamã, as meias e os pijamas para o papá. Uma época em que gastar não faz mal. Porque o português até pode estar em crise mas a média de compra da capital não deixa de estar acima da média de compra das outras capitais da Europa (veja-se o lado positivo, há qualquer coisa em que não estamos abaixo da média!). Até pode estar em crise mas, afinal, o Natal é uma época em que se deve apertar o cinto e comprar tudo mesmo que depois não haja dinheiro para comer no mês seguinte.
Dar prendas e miminhos tudo bem. Mas fazer do Natal só isso, é triste. Não vou ser cínica e dizer que não gosto de receber prendas e que se devia abolir tal coisa. É normal gostar de receber, penso eu. Eu gosto mas, sinceramente, sou muito pouco materialista. Prefiro oferecer, fazer uma surpresa a alguém e receber um sorriso gigante. Sabe tão bem. E, o que dá mesmo gosto, é usar o Natal para estar em família. Aproveitar para dizer que se gosta de alguém. Abraçar alguém no meio do frio de Dezembro. Receber o tal sorriso. Quem der mais valor a isto e tiver a oportunidade de estar em família, os meus parabéns!

1º post

Txatxan! Mais um blog. É exactamente aquilo que faltava para animar a blogosfera. Mais um porque ainda não há muitos e tal!
Já perdi a conta de quantas vezes tentei criar um blog. "Ah porque é giro e toda a gente tem um", "Ah porque podes escrever e ninguém sabe quem és". Tudo bem. São razões válidas. No meu caso é mesmo porque me apercebi que gosto realmente de escrever e que me expresso melhor pela escrita. Já p'ra não falar que uma pessoa como eu até deve escrever assiduamente. Portanto, por que não um blog? De qualquer maneira ninguém sabe quem eu sou, não é? Dá jeitinho que eu até sou uma moça tímida. 1,2,3, experiência. Vamos lá!